11/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Gerente de loja é preso acusado de forjar sequestro e ajudar homens a roubarem armamento, munições e dinheiro. Facção criminosa receberia armas

Publicado em 18 de outubro, 2017

Grupo teve ajuda do gerente da loja de caça e pesca para entrar no local. Bruno Cristiano é acusado de forjar seu sequestro, como apoio do trio, para ter um álibi. Foto: Divulgação PC-AM

Adenilson Costa Pereira Filho, 21; o gerente de loja Bruno Cristiano Santos Santos, 24; Manoel Lima da Rocha, 41; e Paulo Diceu Castro da Costa, 36, foram presos acusados do envolvimento no roubo à casa de armas, caça e pesca Piau, na rua Leovegildo Coelho, Centro, ocorrido no dia 9 deste mês, no bairro Centro, zona Sul.

No dia do crime, os infratores levaram da loja 16 armas, entre revólveres e pistolas; 2,6 mil munições, além de R$ 7 mil do caixa do estabelecimento.

Nesta quarta-feira (18), o grupo foi apresentado durante coletiva de imprensa, onde o delegado Adriano Felix, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), falou sobre a ação conjunta que resultou na prisão dos suspeitos.

“O Adenilson e o Bruno foram responsáveis por arquitetar toda a ação criminosa, e o gerente entregou as chaves do cofre da loja. Houve furto qualificado por parte da associação criminosa, retirando todas as armas que iriam para o crime organizado. Durante depoimento não mencionaram para quem venderiam, mas o Manoel tem relações com o tráfico de droga e não descartamos que poderiam chegar a alguma facção e até mesmo nos presídios”, falou Feliz.

A operação contou com participação da equipes da Derfd e da Secretaria-Executiva-Adjunta de Inteligência (Seai), da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), que resultou no cumprimento de mandado de prisão preventiva por furto qualificado em nome dos quatro homens.

Inteligência

“A Inteligência apoia integralmente para ter êxito em investigações e a sociedade esteja sempre protegida, com respostas cada vez mais rápidas à população. Teremos mais canais de comunicação e reforço das informações no Portal da Transparência, uma determinação do governador Amazonino Mendes”, explicou o secretário-executivo da SSP-AM, coronel Amadeu Soares.

A prisão ocorreu na terça-feira (17) em pontos distintos da cidade. Segundo o delegado, Bruno, o gerente da loja de caça e pesca, planejou a ação e forjou ter sido sequestrado no dia do delito. Adenilson é ex-funcionário da empresa e também participou do esquema criminoso.

“Após o crime, Bruno foi até o 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e relatou que chegava ao local de trabalho quando foi surpreendido por quatro indivíduos desconhecidos, num veículo de cor branca, que o obrigaram a entregar as chaves da loja e exigiram que ele entrasse no carro. Após a ação criminosa, Bruno afirmou que foi levado a um local desconhecido, onde foi mantido em cativeiro”, disse Felix.

Após a falsa comunicação de crime, o caso foi transferido à Derfd. Durante as investigações, a equipe da especializada constatou que Bruno e os três comparsas haviam forjado o sequestro para roubar a loja.

Os policiais civis descobriram que Bruno teria repassado informações privilegiadas sobre o estabelecimento aos comparsas e abriu a loja no dia do crime.

Os mandados de prisão preventiva por furto qualificado foram expedidos no dia 12 de outubro deste ano, pelo juiz Eliezer Fernandes Júnior, da Vara Criminal de Manaus.

As prisões

Adenilson foi preso por volta de meio-dia, em via pública, no bairro Tancredo Neves, zona leste. Já Bruno foi detido no mesmo horário, na própria loja de caça e pesca que ajudou a roubar, na rua Leovegildo Coelho, bairro Centro, zona sul. Manoel foi preso por volta das 14h, na rua São Pedro, bairro Compensa, zona Oeste, e Paulo na avenida Coronel Teixeira, bairro Ponta Negra, também na zona Oeste.

Com os infratores foram recuperadas 11 pistolas, um revólver calibre 38 e 1,6 mil munições de calibre 380. Durante depoimento na especializada Adenilson, Manoel e Paulo confessaram participação na ação criminosa. Já Bruno negou envolvimento no roubo.

Os quatro foram indiciados por furto qualificado, associação criminosa, porte e posse ilegal de arma de fogo. Já Bruno também irá responder por falsa comunicação de crime.

Ao término dos procedimentos cabíveis na Derfd, os infratores serão encaminhados ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), onde irão permanecer à disposição da Justiça.

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