A Feira Internacional da Amazônia deste ano (Fiam 2011), encerrada sábado à noite, atingiu US$ 13.119 milhões em negócios, 14,5% o recorde anterior, de 2009, quando o valor chegou a US$ 11,435 milhões. Outros negócios, iniciados no evento e ainda em andamento, podem elevar o montante para US$ 26 milhões. O público, em três dias, superou os 100 mil visitantes. A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), promotora do evento, continua sendo dirigida interinamente por Oldemar Ianck. A posse do atual secretário-executivo da Receita da Sefaz, Thomaz Nogueira, deve ocorrer ao longo desta semana.
A Rodada de Negócios da FIAM 2011 foi uma parceria da Suframa com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/AM). Participaram 26 empresas âncoras (compradoras de produtos e serviços) e 136 empresas ofertantes. Artesanato regional, produtos fitoterápicos e fitocosméticos, móveis e artefatos de madeira, frutas regionais, pescado, alimentos e bebidas, extratos e óleos vegetais, corantes naturais, ervas medicinais e aromáticas foram os produtos mais procurados e vendidos.
Empresas amazonenses e de outros Estados, como Distrito Federal, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, além de outros países, como Alemanha, Angola, Canadá, Equador, Espanha, Irã, Itália, Portugal, Uruguai e Estados Unidos, participaram das negociações.
Como o blog teve problemas na adição de conteúdo, na última semana, atualizamos abaixo o noticiário sobre a Fiam:
Contas regionais em debate
Antes mesmo dos três dias de programação oficial da Fiam 2001, a Associação Nacional das Instituições de Planejamento, Pesquisa e Estatística (Anipes) iniciou, quarta-feira, o 16º Encontro anual, que terminou sexta-feira, 28, no hotel Holliday Inn. O evento teve foco na troca de informações e treinamento técnico sobre os estudos acerca da realidade sócio-econômica e ambiental do País.
Um dos destaques do evento foi o relato da experiência do órgão responsável pelos indicadores do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog), com o professor Carlos Pinho. “Nos últimos anos, estamos percebendo um movimento de ampliação e sofisticação das estatísticas. Hoje, por exemplo, o Censo Demográfico permite identificar que há 16 bilhões de brasileiros em situação de extrema pobreza e ainda identificar onde estão esses ‘bolsões’ e em quais municípios. Isso é importante para determinar que políticas públicas aplicar e quais são especificamente adequadas para cada público alvo”, informa o secretário de Avaliação e Gestão da Informação do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Paulo Januzzi.
Controle de tráfego aéreo
A Força Aérea Brasileira (FAB) realizou exposição de sistemas de gerenciamento e de controle do tráfego aéreo, durante a Fiam, exibindo o novo software nacional, chamado de Sagitário, que será implantado até junho de 2012 no Quarto Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta IV), em Manaus.
O comandante do 7º Comando Aéreo Regional (7º Comar) major-brigadeiro do ar Nilson Soilet Carminati,
O brigadeiro do ar José Alves Candez Neto, comandante do Cindacta IV, anunciou o início do treinamento dos controladores de voo com o Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatório de Interesse Operacional (Sagitario). “Primeiro foi montado um centro de controle de voo com os dois sistemas, o novo e o antigo, sendo feita uma operação paralela. Depois disso passa a operar apenas com o Sagitario”, afirmou.
CAS aprova 36 projetos
O Conselho de Administração da Suframa (CAS) aprovou todos os 35 projetos submetidos na pauta da 253ª reunião, quinta-feira, 27/10, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), no Centro. Os investimentos aprovados somam US$ 368 milhões com a previsão de 1.041 novos empregos nos próximos três anos.
A Kwasaki vai produzir o subconjunto de cabeçote, virabrequim, roda de liga e eixo de comando para motocicletas. Evadin e Procomp aprovaram projetos de tablets. A Indexprint produzirá cartonagem de papel ou cartão, chapa, folha, tira de plástico e rótulo de papel ou cartão. A Werk do Brasil teve autorizada a produção de secador de cabelo para uso doméstico e para uso profissional. A Foxconn Moebg fará vídeo game.
Presidindo os trabalhos do Conselho, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira, disse que a pasta vai atuar na aprovação da prorrogação e extensão dos incentivos fiscais da Zona Franca, no Congresso Nacional. “O ministério vai atuar para defender a importância do modelo ZFM para o desenvolvimento sustentável da região”, afirmou.
Instituto Alguém
O Instituto Ana Luíza e Giulia Unidas em Missão, mais conhecido nas redes sociais como Instituto Alguém, participou da feira divulgando o trabalho que realiza junto às famílias com doentes de câncer. A diretora do instituto, Carolina Varella, destacou a importância do stand. “As pessoas nos conhecem mais pelas redes sociais e aqui teremos a oportunidade de conversar e esclarecer melhor nossas ações”, explicou a mãe de Ana Luiza.
Quem está ao lado de Carolina nesta caminhada é Soraya Wallace, mãe da pequena Giulia que, com 1 ano e 9 meses, faleceu devido a um tipo raro de câncer: neuroblastoma supra renal. “Queremos divulgar o instituto para que as famílias que precisam de apoio possam vir até nós”, ressaltou Soraya, diretora administrativa da organização.
Fomento ao comércio exterior
O seminário “A Amazônia e suas Fronteiras no Contexto da Integração Regional e do Comércio Exterior” destacou o aprimoramento e a maior aplicação da tecnologia, tanto nos mecanismos de facilitação de comércio quanto no monitoramento e controle das áreas de fronteira. A atuação do Exército Brasileiro como forma de garantir um ambiente de segurança na faixa de fronteira, os projetos atuais de facilitação de comércio em discussão no cenário internacional e as propostas de cooperação entre os países visando à superação de desafios nas áreas fronteiriças também estiveram na pauta.
O general Eduardo Dias da Costa Villas Boas, comandante Militar da Amazônia, disse que o Governo Brasileiro está trabalhando atualmente na estruturação e implantação do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), uma espécie de Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia) nas regiões de divisa com outros países. Passo fundamental para garantir uma maior atuação do Estado Brasileiro nessas áreas.
“As fronteiras brasileiras na Região Amazônica têm uma extensão de 12 mil quilômetros. Apenas a título de comparação, a fronteira dos Estados Unidos com o México conta com 3 mil. Se até os norte-americanos, com todo o aparato militar, tecnológico e policial que dispõem, enfrentam diversos obstáculos, são ainda maiores as dificuldades que o Estado Brasileiro enfrenta para ocupar e garantir a segurança dessas áreas estratégicas”, afirmou Villas Boas. “Apenas com a presença física isso é quase impossível. Só há um caminho, que é agregarmos tecnologia. Com isso poderemos proporcionar maior segurança e, em função dessa segurança, garantir outros intercâmbios, dentre os quais se insere o comércio exterior”, complementou.
Elgin mostra soluções em climatização
Há 59 anos no mercado brasileiro, a Elgin expôs o mix variado de produtos fabricados no Amazonas. Ela foi a primeira companhia, em 1988, a investir na fabricação de aparelhos de ar condicionado, já vislumbrando o potencial de crescimento da região Norte.
A unidade de Manaus, com 23 anos de atividade, é responsável pelo desenvolvimento de aparelhos do tipo janela, com capacidade térmica de 7.500 a 30.00 BTU/h, além das Linhas Split High Wall (modelos Silent e Compact), Piso-Teto e Cassete.
Um dos destaques desta edição é o Split Cassete, para ambientes comerciais, que permite a movimentação contínua do ar em 360º e tem a unidade condensadora produzida em Manaus. O modelo tem auto start, que religa automaticamente em caso de interrupção de energia, e autodiagnóstico, que reconhece imediatamente a existência de algum erro no funcionamento do equipamento, podendo ser encontrado nas versões 24.000, 36.000 e 48.000 BTU/h.
Centro de pesquisas hídricas
A criação de um centro de pesquisas hídricas na Amazônia, para começar a olhar esses recursos como fator de competitividade, foi sugerido na Conferência Água, Inovação, Tecnologia & Sustentabilidade (WITS) 2011: Rio + 20, Água & Sustentabilidade, realizada no segundo dia da FIAM 2011.
A proposta foi apresentada na abertura da Conferência, pelo palestrante Roberto Gouvêa, professor da Universidade do México e um dos coordenadores da mesa. “O Brasil é o país mais rico do mundo em recursos hídricos, com 12% de água do planeta e 30% das reservas mundiais, mas é também campeão de poluição de recursos hídricos”, apontou, lembrando que aqui se discute muito a preservação da floresta, mas é hora de discutir também a viabilidade dos recursos hídricos.
Gouvêa lembrou que o País já é um exportador de água virtual e está na mira de interesse de outros países que sofrem com problemas hídricos como México, China, Índia e África. “Em algum momento, o Brasil vai virar um grande polo que vai atrair países como esses e é tempo de começar a discutir a criação desse centro”, afirmou.
A representante da Recofarma (grupo Coca-Cola), Simone Macário, explicou os projetos da empresa para expandir a “Plataforma Verde”, mostrou que a redução do consumo de água nas unidades da fábrica foi de mais de 40% em apenas sete anos. Tudo, segundo ela, graças a medidas como o reuso de água reciclada, mudança no sistema de tratamento da refrigeração e a criação do bônus variável (uma premiação para os associados pela redução de água dentro de um nível pré-estabelecido), entre outras medidas.
Para alcançar a liderança em sustentabilidade, ela anunciou que a Coca-Cola vai trabalhar com embalagens, produtos e fábricas “verdes”, de olho na Copa 2014 e no futuro do planeta.
Já o representante da Yamaha, Aldemir Gorayeb, falou sobre sistemas de controle, análise e soluções específicas adotadas pela empresa para reduzir o consumo de água em suas unidades, como substituição de válvulas, utilização da água das chuvas e reutilização de água para irrigação, entre outros fatores.
Comitiva equatoriana
O superintendente em exercício da SUFRAMA, Oldemar Ianck, recebeu na tarde desta quinta-feira (27), na sala de reuniões do stand da autarquia na Feira Internacional da Amazônia (FIAM 2011),
O prefeito da cidade equatoriana de Manta, Jaime Estrada, e uma comitiva formada por empresários e representantes diplomáticos do Equador, esteve na sala de reuniões do stand da Suframa na Fiam. A reunião teve como pauta principal o projeto de logística multimodal Manta-Manaus, que consiste na abertura de uma nova rota de comércio e de transporte entre a Amazônia Brasileira e o Oceano Pacífico.
O projeto Manta-Manaus vem sendo discutido entre o Governo do Equador e o Governo Brasileiro há alguns anos. O projeto deve ter seu andamento intensificado a partir dos próximos meses, seguindo determinações pessoais do presidente Rafael Correa, que elencou o Brasil como um dos parceiros prioritários do Equador.
O prefeito de Manta, Jaime Estrada, afirmou que no dia 22 de novembro será realizada em Manaus a reunião da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OCTA), ocasião na qual o projeto deverá ser discutido junto a chanceleres de diversos países amazônicos. A reunião também deverá contar com a participação de representantes do Governo do Estado do Amazonas e da Suframa. “A Zona Franca de Manaus é um centro industrial de grande importância e com o qual temos muito a prender. Trata-se de um mercado relevante, que poderá nos acrescentar uma parceria estratégica”, disse Estrada.
O chefe da representação comercial da embaixada equatoriana em São Paulo, Daniele Carofilis, anunciou para junho de 2012 a instalação de um escritório de representação comercial do Equador em Manaus. Segundo Carofilis, esse será um passo significativo para o avanço das relações de cooperação econômica entre o Estado do Amazonas e o Equador, uma vez que possibilitará uma maior proximidade do projeto Manta-Manaus junto às empresas instaladas no PIM.
Salão de Negócios Criativos
O Salão de Negócios Criativos da Fiam 2011 apresentou 11 projetos que buscam parcerias para viabilidade comercial. A organização foi do Projeto Criativos do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), sob coordenação de Auzandir de Paula Júnior.
Vinho e champanhe de cupuaçu
Com 13 anos de atividade no segmento de bombons e chocolates, com uso de frutas regionais, a Oiram Chocolates defendeu o projeto do “vinho de cupuaçu”. “Antigamente, dizia-se que o vinho era apenas a bebida da uva. Hoje basicamente é o processo de fermentação. O que temos então é a fermentação do cupuaçu onde conseguimos um sabor muito aproximado do sabor do vinho de uva. Se alguém bebe o nosso produto pode até se confundir”, afirma o proprietário e criador dos produtos da Oiram, Mário Fogaça Além do vinho de cupuaçu, a empresa também está defendendo a versão espumante ou o “champagne” da fruta.
A Oiram é uma empresa com forte atuação no mercado de Manaus e já possui alguns clientes em outros Estados. Ela tem um mix de produtos (bombons, doces, licores, geléias, chocolates nobres e compotas, entre outros) que atende quiosques, empresas do PIM e comércio em geral, além de buscar parcerias para a ampliação do seu projeto de franquias.
Energia eólica
Outro projeto inovador é o da Metalmil, empresa já instalada no PIM para produção de material com base em metais como caixas de distribuição de energia, por exemplo. A empresa está defendendo um protótipo de uma turbina vertical para geração de energia eólica com a proposta de produzi-lo em Manaus e atender aos mercados do Nordeste e Sul do País, além do mercado externo.
“É uma torre que consegue gerar energia com uma intensidade de vento bem menor do que as que existem hoje no mercado”, explica o representante da Metalmil no Salão de Negócios Criativos, Severo Sampaio. A criação da torre, conta, é do proprietário da empresa, o engenheiro Flávio Ducetti, segundo Sampaio “um inventor de 62 anos com mais de dez projetos patenteados”.
Ferramentas de mitigação e prevenção à agressão ambiental é a proposta da Ecoete – Tecnologia de Preservação Ambiental. Com soluções desenvolvidas e produzidas na região, a empresa se apresenta como apta a atender às necessidades ambientalmente responsáveis de empresas, eventos e até projetos imobiliários de grande porte. “Nós desenvolvemos banheiros químicos que já têm uma estação de tratamento. Também temos equipamentos com estação de tratamento para os resíduos dos consultórios odontológicos e, ainda, caixas para a separação da ‘gordura’ dos efluentes com capacidade para até 5 mil litros”, cita o representante da Ecoete, Antonio Bento Neto. Ele conta ainda que a empresa desenvolveu um sistema de estação de tratamento com uso de plantas, um emprego concreto de biotecnologia.
Para saber mais sobre os projetos apresentados no Salão de Negócios Criativos, buscar o link “Criativos” e “empresas selecionadas” no site: www.suframa.gov.br/fiam.
Agência certificadora para orgânicos
A realização do seminário “Produção Orgânica: Organização Produtiva versus Perspectiva de Negócios na Amazônia” trouxe dois novos elementos: o lançamento do projeto da Amazon Cert, uma certificadora regional que vai agregar valor aos orgânicos, e a divulgação do primeiro passo para criar o Centro de Atendimento de Produtos Orgânicos, para qualificar os agricultores.
Durante o seminário, realizado no Hotel Quality, o diretor de negócios florestais da Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS), Fernando Guimarães, afirmou que o setor já avançou um bom caminho ao longo dos últimos cinco anos e principalmente agora, com o respaldo da nova legislação. Ele apontou alguns entraves como a falsa cultura que insiste na questão mais elevada dos preços dos orgânicos no mercado, mas enfatizou que esse não deve ser o foco da questão, porque quando se fala desse tipo de produto o enfoque deve ser saúde e qualidade de vida.
“Criou-se uma cultura que o orgânico é caro, mas temos que ver por outro lado e fortalecer essa produção, desburocratizando e produzindo mais para permitir que os produtos possam ter competitividade no mercado”, apontou, acrescentando que o grande segredo do Amazonas é que, daqui a dois anos, esse crescimento deverá estar em aproximadamente 200% em relação à produção atual.
Para o presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Petrúcio Magalhães Jr., a produção orgânica está vivendo o seu melhor momento na região e as cooperativas têm um papel determinante ao agregar valor aos orgânicos, alguns já certificados, como é o caso do guaraná, juta, cacau e castanha-do Brasil.
“Orgânicos hoje são uma tendência mundial e o Brasil não pode ficar de fora, tem que se preparar para competir nesse mercado, e a coordenação dos setores envolvidos é fator decisivo para o sucesso”, afirmou Magalhães, lembrando que o aspecto da organização social é fundamental para facilitar a logística e o escoamento da produção Esses dois pontos representam graves entraves ao mercado de orgânicos.
Na avaliação da representante da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), Sônia Alfaia, o Amazonas é orgânico por natureza e tem que explorar esse potencial até mesmo utilizando a cultura histórica dos indígenas, que praticam a agricultura familiar, de base orgânica, que causa baixo impacto e é saudável, um hábito que começa a ganhar espaço no mercado urbano.
Segundo ela, em breve o manauense deverá ganhar uma feira de produtos orgânicos similar a que é realizada quinzenalmente nas dependências do Ministério da Agricultura (Mapa) na rua Maceió, em Adrianópolis. “Será uma feira ambulante e já estamos no processo licitatório para os equipamentos”, garantiu, completando que o interesse pelo agronegócio tem crescido nos últimos dois anos e hoje a secretaria tem uma demanda para mais de dois mil agricultores interessados.
Valor à imagem
Ming Chao Liu, da Organics Brasil, acredita que imagem é fundamental para vender o produto no exterior, e baseado nessa assertiva ele tem investido em estratégias para agregar valor ao produto nacional visando a consolidar a produção no mercado internacional. “A nova legislação dos orgânicos vai permitir o crescimento do setor, mas as empresas têm que investir em capacitação para poder competir, porque a agricultura, por exemplo, já tem uma cadeia de capacitação muito forte”, explicou.
Liu assegura que o grande desafio é definir estratégias para os produtos orgânicos, a exemplo do que já ocorreu com grandes empresas como Coca-Cola, Pepsi e Nestlé, que investiram em marcas “verdes”, conquistando o consumidor com a onda ecológica, que continua em alta em todo o mundo.
Mas os caminhos do agronegócio vão encontrando novas vertentes a cada ano, e o caminho trilhado pela Guaranamazon, de Sílvio Proença, no município de Maués, a 260 quilômetros de Manaus, é o de aproveitar tudo do guaraná — o pioneiro na certificação na região —, inclusive os resíduos, para oferecer ao consumidor produtos orgânicos saborosos e certificados. A micro-empresa estará colocando nas prateleiras dos supermercados de Manaus, a partir da próxima semana, chás produzidos com a casca do guaraná, resultado de uma proveitosa parceria com a Fundação Centro de Análise de Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), além de guaraná em cápsulas, em pó e em xarope. “Vamos ter uma prateleira amazônica e nós (os produtores) poderemos oferecer outros produtos de qualidade como castanha-do Brasil, própolis e outras coisas da região”, comemorou.
Segundo ele, os supermercados representam uma possibilidade segura para a comercialização dos produtos orgânicos, inclusive, permitindo uma maior visibilidade ao consumidor e facilitando para que a população se familiarize com essa produção, que ainda é pequena se comparada aos alimentos convencionais e que acaba se deparando com outro tipo de dificuldade na comercialização, que é a diferença de preço, provocada especialmente em decorrência da defasagem entre a lei de oferta e procura. De maneira geral, o valor agregado, que costuma variar de 20% a 100%, tende a deixar o produto orgânico mais caro do que o tradicional, fato que a maioria dos produtores e beneficiadores acredita que pode ser atenuado à medida que a produção aumente, forçando uma queda nos preços de mercado.
Foco é saúde
“Mas o preço não deve se constituir em um empecilho à comercialização dos orgânicos”, reforça o produtor José Barbosa Carvalho, coordenador dos cursos de capacitação dos agricultores da Sepror. “Estamos falando de qualidade de vida e isso não tem preço”, completou. Barbosa é proprietário de um apiário em São Paulo e está construindo outro no quilômetro 21 da BR-174, onde pretende igualar a produção paulista de cinco mil vidros de própolis por ano e 15 toneladas de mel orgânico por ano.
Na opinião de Carvalho, o investidor tem que ter a ousadia e a coragem de investir na área porque é um caminho seguro. “Vale a pena investir porque não há outra saída, se as pessoas continuarem comendo alimentos com agrotóxicos vão continuar adoecendo e morrendo. O que nós precisamos é reivindicar a implantação de novas e eficientes políticas públicas para o setor”, ponderou, acrescentando que os orgânicos são a resposta para a saúde do planeta.
Exposição de orgânicos
A produção dos alimentos orgânicos — isentos de agrotóxicos e fertilizantes químicos — tem crescido no Amazonas nos últimos dois anos, e a expectativa do diretor de negócios florestais da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), Fernando Magalhães Jr., é que essa produção cresça em média 200% até o final de 2013.
Licores de cupuaçu, café, açaí, araçá-boi, jenipapo, taperebá e chichuá, numa variedade que inclui mais 17 sabores; óleos essenciais e extratos de espécies nativas da região; guaraná turbinado ou chá de guaraná; e complementos alimentares com produtos regionais como castanha do Brasil são alguns dos itens que estão em exposição hoje (29), no pavilhão central do Studio 5, no estande de produtos orgânicos.
Empresas como a Sohervas da Amazônia, localizada no Distrito Industrial, que comercializa o sabor e o cheiro exótico da região com suas essências e licores, e a Complevita, que produz complementos alimentares voltados para a saúde integral do organismo, estão com seus estandes prontos para receber o visitante e fazer demonstrações de seus produtos.
O guaraná da Amazônia também tem espaço privilegiado no espaço dos orgânicos. Primeiro produto regional a obter a certificação orgânica, o guaraná de Urucará, produzido e embalado por produtores do município, localizado a 270 quilômetros de Manaus, está disponível ao público em pó e em grãos. Para quem procura uma dose extra de energia, o guaraná turbinado, vindo diretamente do município de Maués, distante 260 quilômetros da capital — puro energético natural — pode ser encontrado no estande da Guaranamazon. Assim como o Noni, a fruta do século 21, que promete curar uma variedade de doenças e hoje está na liderança dos produtos orgânicos exportados para a Europa.
O espaço orgânico apresentou, ainda, de opções como biscoitos de cupuaçu, tucumã e outros sabores, cacau em sementes e chocolate puro em barra, utensílios de juta (bolsas e carteiras) e os recomendados mel e própolis, a saúde que vem das abelhas, além do pólen in natura, recomendado como energético e para emagrecer.
Para as mulheres que procuram bem-estar no climatério, a recomendação vem da micro-empresária Graça Santos, que elaborou um produto à base de soja (Isoflavona) que tem feito sucesso e deverá começar a ser exportado para a Europa a partir de junho de 2012.
Negócios de Turismo
Em parceria com a Amazonas Convention & Visitors Bureau (ACVB), a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) realizou a Rodada de Negócios de Turismo da sexta edição da FIAM. A Rodada contou neste ano com a participação de 62 empresas no total, sendo 40 suppliers (companhias regionais ofertantes de produtos, roteiros e serviços turísticos amazônicos) e 22 buyers (empresas nacionais e internacionais interessadas em vender no mercado mundial os destinos da Amazônia Brasileira). Estiveram representados na Rodada cinco Estados amazônicos: Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia e Pará.
Segundo Adriana Papa, diretora-executiva do ACVB, o evento deste ano superou as expectativas da organização, sobretudo no que diz respeito à qualidade das negociações realizadas. Ela também destacou a presença de empresas buyers oriundas de países como Alemanha, Austrália, Estados Unidos, Porto Rico, Inglaterra e França. Quanto a valores de negócios efetivamente fechados, ela disse não ser possível mensurar no momento, mas que muitas companhias regionais demonstraram otimismo com os contatos realizados e potenciais negócios futuros. “Neste ano, em função do menor número de suppliers em relação às edições anteriores, as empresas participantes da rodada tiveram mais tempo para trocar idéias e discutir negócios. Isso fez com que as negociações ganhassem muito em qualidade”, afirmou Adriana.
Essa foi uma opinião compartilhada também por empresários presentes ao evento, incluindo veteranos de edições passadas e outros estreantes na rodada.
O proprietário da empresa amazonense Amazon Expeditions, Luis Busch, que participa da Rodada de Turismo na condição de supplier desde a sua primeira edição, na FIAM de 2008, conta que neste ano foi possível negociar de forma mais tranqüila e efetiva os serviços de turismo receptivo da sua agência, que incluem traslados, passeios e city tours.
“Mostramos nossos produtos e serviços para todos os 22 buyers do Brasil e do exterior presentes no evento. Fechar efetivamente negócios em eventos como esse é difícil, mas se plantam sementes e se fazem contatos que têm continuidade e produzem resultados mais à frente. Foi o caso das edições passadas da FIAM, onde tivemos a oportunidade de realizar contatos que já nos possibilitaram negócios altamente produtivos”, afirmou Busch “Estamos satisfeitos com o evento e parabenizamos a SUFRAMA e a Amazonas Convention & Visitors Bureau, que fazem um trabalho muito importante de divulgação das potencialidades turísticas da Amazônia, permitindo às operadoras turísticas locais venderem os seus produtos e serviços”, completou.
Outro supplier entrevistado, Miguel Alegre, espanhol com residência há sete anos em Manaus e sócio da Samatur Receptivo, participou pela primeira vez da Rodada de Turismo da FIAM. Ele afirmou que sentiu um interesse grande por parte dos buyers com as quais conversou (cerca de dez no total) em adquirir os serviços de sua empresa, que têm como destaque principalmente passeios fluviais no Rio Negro, com visitas ao Encontro das Águas, Parque Nacional das Anavilhanas e Parque Nacional do Jaú. “Trabalhamos com o público da Espanha e um pouco da Alemanha, mas estamos interessados em entrar para o mercado brasileiro também. A região tem muitos destinos a serem explorados, mas creio que uma das dificuldades ainda é a imagem um pouco distorcida que se tem da Amazônia, principalmente por parte dos estrangeiros, que ainda têm um pouco uma visão de que aqui é um lugar perigoso, de aventuras e com riscos iminentes de doenças, o que não é verdade. Creio que eventos como esse podem ajudar a divulgar a real Amazônia”, disse Alegre.
O buyer Harald Schmidt, que atua na companhia alemã Brasilien-Wege (“Caminhos do Brasil”, em português), reconheceu que há um misto de curiosidade e medo em seus clientes europeus que têm interesse em viajar para conhecer a Amazônia, mas que eventos como a Rodada de Turismo da FIAM 2011 ajudam as operadoras turísticas estrangeiras a conhecerem de perto os destinos regionais e, com isso, divulgar informações mais contextualizadas, mostrando a segurança e a beleza única dos passeios. “As pessoas têm receio de jacarés, piranhas e coisas assim, então as agências têm que se informar cada vez mais para divulgar informações que possam eliminar esses receios”, afirmou.
Mesmo com as dificuldades mencionadas, Schmidt afirma que a venda de pacotes turísticos da Amazônia para o público europeu só têm crescido nos últimos anos. Ele estima que atualmente a região corresponda a 40% dos pacotes vendidos pela agência entre todos os destinos brasileiros Focada no ecoturismo, a agência alemã fez contatos na Rodada de Turismo da FIAM 2011 com diversas companhias regionais que podem ser parceiras fundamentais rumo à consolidação de planos ambiciosos. “Nós queremos ser o especialista dos pacotes turísticos do Amazonas na Alemanha. Clientes alemães se interessam muito em ecoturismo, e vi hoje serviços de passeios fluviais que podem ser muito interessantes, pois as pessoas querem se sentir livres e em contato com a natureza. Esse é um produto que tem muito futuro”, reforçou o empresário alemão.
Andreas Stuker, sócio-gerente da empresa SouthAmerica.Travel, situada no Rio de Janeiro, disse que realizou diversos encontros produtivos com empresas regionais. Ele fez também uma sugestão à organização da Rodada de Turismo que, em uma próxima edição, pense na possibilidade de oferecer passeios aos buyers convidados, de forma que eles possam conhecer de perto alguns dos atrativos turísticos locais oferecidos durante o evento. “Nós viemos aqui para conhecer os produtos, mas como alguns ficam realmente distantes, não se tem muita oportunidade para visitar. De repente seria interessante colocar os participantes em um barco, subir o Rio Negro ou algo assim”, disse Stuker. “Por outro lado, participar de um evento como esse é sempre bom por causa dos contatos realizados. Você fala com os agentes regionais pessoalmente e o trabalho fica mais interessante”, ressaltou.
Finlândia e Alemanha
O superintendente em exercício da Suframa, Oldemar Ianck, e o superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Elilde Menezes, realizaram sexta-feira, no gabinete da superintendência da autarquia, duas reuniões com instituições estrangeiras que estão colaborando com expertises em ciência e tecnologia para o modelo Zona Franca de Manaus.
A primeira reunião ocorreu com uma comitiva formada por representantes da Business Oulu, empresa pública responsável por implementar políticas industriais e prover suporte às companhias de desenvolvimento implantadas na província finlandesa de Oulu. A comitiva está em Manaus desde quarta-feira participando do Seminário “Minapim 2011: Tecnologias para um mundo melhor”, atividade que integrou a programação da Fiam 2011.
Durante a reunião, o superintendente Oldemar Iank afirmou que existe uma parceria entre as instituições que está se dando de forma efetiva e com passos relevantes já realizados, dentre os quais se destaca o memorando de entendimento assinado neste ano entre SUFRAMA, Business Oulu e o Governo do Estado do Amazonas visando ao compartilhamento de informações e ao arranjo institucional para desenvolvimento de projetos de interesse mútuo. Ele reforçou o compromisso da SUFRAMA em manter e buscar o fortalecimento do acordo, tendo em vista principalmente o know how da empresa finlandesa em áreas como ciências da vida, tecnologias limpas, nanotecnologia e projetos estruturantes.
“Os representantes da Business Oulu nos apresentaram alguns projetos bastante interessantes e que podem ser de grande utilidade não apenas para o Polo Industrial de Manaus, mas para a população amazonense de um modo geral, envolvendo tecnologias para diagnóstico rápido de doenças, metodologias de aprimoramento do sistema de esgotos e tratamento de água e inclusão digital por meio da internet em rádio-frequência. São ideias que vamos buscar fomentar no âmbito do acordo de cooperação firmado, envolvendo também outras instituições locais”, afirmou o superintendente.
Na segunda reunião realizada, que contou com a participação de diretores do instituto alemão Fraunhofer ENAS e de um diretor da SEMI Europe (associação global de fabricantes de equipamentos ligados à indústria de micro e nanoeletrônica), o superintendente Oldemar Ianck também agradeceu a participação das duas instituições na Jornada de Seminários da Fiam 2011 e destacou as contribuições dadas sobretudo pelo instituto Fraunhoer Enas, mediante o acordo de cooperação que mantem com a autarquia, em prol do adensamento tecnológico do Polo Industrial de Manaus. Os representantes do instituto alemão entregaram aos dirigentes da autarquia um relatório sobre pontos determinantes para o aprimoramento do Sistema Local de Inovação de Manaus e reforçaram a importância da parceria mantida com a Suframa, a qual culminou, dentre outros resultados, na instalação de um escritório de representação oficial do Fraunhofer Enas em Manaus.
Extensão e prorrogação é oportunidade
O modelo ZFM deve passar por ajuste para fortalecimento durante os trâmites no Congresso da Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que prorroga os incentivos federais da Zona Franca em mais 50 anos, e do Projeto de Lei (PL), que amplia o alcance desses incentivos à Região Metropolitana de Manaus. A avaliação é do superintendente em exercício Oldemar Ianck, para quem as discussões sobre o modelo devem resultar, ainda, na extinção do nome “Zona Franca de Manaus”. “A ZFM não existe mais. Não é mais ’franca’, porque é superavitária para o Governo Federal e não mais ‘de Manaus’ somente porque atende agora outros municípios da RMM”, disse, em entrevista coletiva.
Oldemar Ianck explicou aos jornalistas que a arrecadação de impostos e tributos federais arrecadados, por conta do modelo ZFM, é maior que a aplicação de recursos federais na região. Em média, a arrecadação federal do Amazonas, graças à dinâmica econômica gerada pela política de incentivos fiscais corresponde a mais de 60% do total de tributos e contribuições federais arrecadas na Região Norte. Sobre as expectativas em relação à RMM, Ianck destacou que o Governo do Amazonas já tem o Plano Diretor para que a região do outro lado da ponte Rio Negro, inaugurada dia 24, tenha o mesmo impacto positivo da aplicação dos incentivos fiscais que teve o Polo Industrial de Manaus: geração de emprego e renda, com a alternativa econômica que não demanda a exploração predatória de recursos florestais.
Questionado sobre quando as empresas poderiam começar a se instalar na RMM, Oldemar Ianck respondeu que “Já”. “Nós temos incentivos de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para toda a Amazônia Ocidental às empresas que produzem com insumos de origem vegetal da região e hoje temos empresas já instaladas em Iranduba para produção da borracha com o látex do Amazonas e para pisos com resíduos de madeira beneficiados, de forma sustentável, além de um polo cerâmico”, informou.
Interiorização
O superintendente em exercício da Suframa, explicou ainda que além da extensão dos incentivos à RMM, outra forma de fazer a interiorização do desenvolvimento é a aplicação dos recursos arrecadados pela Suframa, junto às empresas, por meio das Taxas de Serviços Administrativos (TSAs), nos convênios com as prefeituras e governos dos Estados da área de atuação da autarquia (Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia e as Áreas de Livre Comércio de Macapá e Santana, no Amapá). Ele ressaltou, no entanto, que esses investimentos dependem da liberação dos recursos hoje contingenciados pelo Governo Federal para a composição de superávit primário.
Sobre as Áreas de Livre Comércio (ALCs), Oldemar Ianck adiantou que elas podem também ser impactadas pelas discussões no Congresso sobre o modelo e entende que será a oportunidade de fortalecimento dessas áreas para o desenvolvimento nas regiões onde elas estão localizadas:
Boa Vista e Bonfim (RR), Macapá e Santana (AP), Tabatinga (AM), Guajará-Mirím (RO), Brasiléia e Epitaciolândia (AC).
Polo Naval
Um dos principais temas tratados na entrevista foi a mobilização da Suframa e dos empresários do setor náutico para a implantação do Distrito Industrial Naval. O Projeto que contempla os estaleiros do pólo, prevê reunir toda a cadeia produtiva de forma que atuem em sinergia e inclui ainda a criação de uma escola técnica para o apoio aos empreendimentos. “A proposta é de atender a demanda desde barcos regionais a barcos de passeio, empurradores, balsas, lanchas e navios.
A nossa vocação é a navegação”, reforçou Oldemar Ianck.
Missões internacionais
Missões empresariais e representantes dos governos da Argentina, Áustria, Venezuela e Suriname visitaram o estande da Suframa na Fiam 2011 para audiências com o superintendente em exercício Oldemar Ianck. As comitivas conheceram melhor o modelo ZFM e as oportunidades de negócios na região, além de relatarem a experiência de participarem da Feira Internacional, realizada até sábado, 29, no Studio 5.
O cônsul comercial da Áustria, Ingomar Lochschmidt e empresários daquele País, agradeceram o convite para visitarem a Fiam 2011. O representante do governo austríaco aproveitou a oportunidade para anunciar o investimento que a fabricante de motocicletas, KTM, quer realizar no Polo Industrial de Manaus (PIM). O projeto ainda será apresentado à Suframa.
Empresários venezuelanos acompanhados de representantes do Ministério das Relações Exteriores da Venezuela também relataram ao superintendente em exercício a participação na Fiam 2011, onde fizeram contatos com possíveis parceiros brasileiros nas áreas de vidro, motores e peças de alumínios, entre outros segmentos.
A conselheira da Embaixada da Argentina, Corina Lehman, agradeceu o convite da Suframa para que o país tivesse um estande de exposição no evento e destacou que a Feira representou a oportunidade de conhecer o potencial do Norte do País. Ela adiantou que foram feitos contatos e agendamentos durante a Fiam que vão resultar numa aproximação de empresários dos dois países. Durante a audiência foi sinalizada uma maior aproximação para que a Suframa e os órgãos competentes argentinos desenhem uma agenda comum de cooperação comercial que inclua as complementaridades entre a Zona Franca de Manaus e a área incentivada da Terra do Fogo, na Argentina.
O presidente da Câmara de Comércio da Guiânia Francesa, Jean Luc Davidas, apresentou ao superintendente, um estudo sobre o desenvolvimento do transporte (logística aérea) entre o Brasil e a “bandejas das Guiânas” (Francesa, Inglesa e Suriname).
Público e expositores
“A Feira está ótima e tem surpreendido a cada ano. Eu sou uma entusiasta desse evento e considero uma grande oportunidade para nós que somos da região poder ver a diversidade dos produtos locais, os estilos, a riqueza de detalhes e as características de cada um. A Fiam é uma tendência e está se expandindo cada vez mais porque oferece oportunidade para todos. A Suframa está de parabéns, todos que participaram do evento estão de parabéns e eu faço votos que a próxima Feira faça tanto sucesso quanto esta”.
Rute Coelho, professora.
“Essa é uma oportunidade única que a Suframa nos oferece a cada dois anos, de reunir aqui nesse espaço privilegiado produtos de todos os Estados da Região Norte”.
Ariana Machado, publicitária.
“Estou participando pela terceira vez da Feira e já tive resultados de vendas superiores a este nos eventos anteriores, creio que muita gente que compareceu ao Pavilhão Principal nem pode vir ao Pavilhão Amazônia, o que acabou nos prejudicando”.
Maria Luiza Soares, do Lar das Maria, instituição filantrópica que participou do evento vendendo artesanato.
“Estamos aqui apenas com o objetivo de apresentar nossos livros e muita gente nos procurou interessada, para nós foi muito bom”.
Edmilson Bibiane, da editora da Universidade do Amazonas (UEA)
“Precisamos agregar valor ao artesanato regional para vender melhor o nosso produto”.
Sebastião Duarte, da Valores da Terra.
“Acredito que funcionaria melhor se apresentassem tudo em um único local”.
Maria Raimunda Oliveira, 3ª vez na Fiam.
Mudanças
O coordenador-geral do Pavilhão Amazônia da Fiam, Geraldo Barroso, já está ocupado em repensar estratégias que possam oferecer o máximo de conforto e oportunidades aos micro e pequenos empresários que ocuparam a maior área de artesanato regional do evento. “O espaço está ganhando mais dimensão e hoje já temos uma demanda muito grande de pequenos e micro-empresários, o que exige novas estratégias para acomodar essa participação da maneira mais produtiva possível. É uma grande vitrine e essa visibilidade, ainda que não renda negócios imediatos, permite a apresentação de uma grande variedade de produtos e abre oportunidades futuras”, afirmou.