Walisson Ferreira Lima, o “Maranhão”, 29, natural daquele Estado, foi preso num hotel no Morro da Providência, Rio de Janeiro, sob a acusação de ter sido um dos quatro homens que mataram o policial Washington Afonso Simões, 45, no estacionamento do Amazonas Shopping, dia 12 de setembro. Ele chegou hoje a Manaus, conduzido pelos policiais civis da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd) que efetuaram sua prisão.
Agnaldo Rufino Carvalho, 48, natural do Rio Grande do Norte, José Evaristo Moraes, 43, de Minas Gerais, e Vagner Castro Pontes, 35, de Oriximiná (PA) são os outros acusados do assassinato e foram presos dia 4 de outubro. Os mandados de prisão foram todos expedidos pelo juiz da 2ª Vara Especializada em Crime de Uso e Tráfico de Entorpecente (Vecute), Mauro Antony.
Washington foi morto com dois tiros, um nas costas e outro na nuca, quando estacionava seu carro, um Fox vermelho, placas NOL-9975, para realizar um depósito na agência do Bradesco que funciona na Shopping. Lotado no 18º Distrito Integrando de Polícia (DIP) e com 22 anos de polícia, ele fazia “bico” transportando valores de postos de gasolina.
As imagens captadas pelas câmeras de segurança do Amazonas Shopping foram decisivas na captura dos acusados. Foram identificados os carros usados no latrocínio (roubo seguido de morte), um Voyage prata, placas JXR-3252, encontrado abandonado na Comunidade Rio Piorini, na Zona Norte, e um Honda Civic azul, placas JWY-1674, encontrado com Agnaldo, o primeiro a ser identificado nas imagens.
O delegado Orlando Amaral, da Derfd, que comandou as investigações, disse que “Maranhão” já tinha sido identificado, mas estava desaparecido. Há poucos dias, localizado na cidade do Rio de Janeiro, foi preso ontem, por volta da 16h, por uma equipe de investigadores da Derfd, que viajaram dia 18, para o Rio. A Secretaria de Inteligência do estado do Rio de Janeiro apoiou a ação dos policiais amazonenses, que portavam carta precatória com o mandado de prisão.
Walisson confessou ter recebido R$ 29 mil do latrocínio, com o qual comprou uma casa, um carro e, com o resto, pagou dívidas.