06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Juiz mantém prisão de sete acusados de tentativa de assalto a lotérica no Centro. Quadrilha ia faturar R$ 1 milhão com roubos

Publicado em 13 de setembro, 2017

Quadrilha, com sete integrantes, teve mandado de prisão em flagrante convertido em preventiva durante audiência de custódia no TJAM. Presos foram encaminhados ao sistema prisional. Foto: Divulgacão PC-AM

Em audiência de custódia realizada na tarde de terça-feira (12), o juiz plantonista Alcides Carvalho Vieira Filho converteu em preventiva a prisão em flagrante de sete pessoas interceptadas por investigadores da Polícia Civil do Estado do Amazonas, na última segunda-feira (11) quando, conforme a PC, se preparavam para assaltar uma casa lotérica situada na rua Marechal Deodoro, no centro de Manaus.

O grupo, formado por duas mulheres e cinco homens, foi autuado em flagrante por roubo majorado tentado e associação criminosa. Após a decretação da prisão preventiva, Jefferson Oliveira Costa, 24; Viviane de Souza Maia, 19; Fabio Barauna de Moraes, 26; o taxista Jucelino de Andrade Pereira, 32; Gerson Rodrigues Moriz, 39; Jefferson Arley da Silva Varjão, 43; e Rosana Paula Costa da Silva, 25, deixaram as dependências do Fórum Ministro Henoch Reis, onde ocorreu a audiência de custódia, com destino a uma das unidades do sistema prisional do Estado.

A audiência de custódia foi realizada com a presença dos advogados dos acusados e da promotora de Justiça plantonista, Maria da Conceição Silva Santiago, que deu parecer favorável à prisão preventiva dos acusados.

Ao homologar o flagrante e decretar a prisão preventiva de cada um dos sete suspeitos, o juiz Alcides Vieira Filho destacou que a prisão foi revestida de todas as formalidades legais e atende aos parâmetros constitucionais.

“Outrossim, analisando o caderno processual, verifico que a conduta do custodiado traduz afronta à ordem pública, tendo em vista as circunstâncias que motivaram a sua prisão em flagrante. Entendo que, pela natureza da infração e diante das circunstâncias, o flagranteado solto, atenta contra a ordem pública e põe em risco a segura aplicação da lei penal, exigindo-se o caso a manutenção da segregação cautelar”, escreveu o magistrado.

Dos sete integrantes do grupo, cinco já têm processos em tramitação ou condenação na Justiça, entre os quais Jucelino de Andrade Pereira, que reponde pelo crime de roubo na 11ª Vara Criminal da Comarca de Manaus e Jefferson Arley da Silva Varjão, foragido do regime semiaberto, em que cumpria pena de cinco anos de reclusão imposta pelo juízo da 6ª Vara Criminal.

Nesta quarta-feira (13), o processo foi distribuído e passa a tramitar na 11ª Vara Criminal da Comarca de Manaus.

O caso

A quadrilha foi pega nesta segunda-feira (11), durante uma tentativa de assalto frustrada, que renderia cerca de R$ 300 mil de uma lotérica do Centro. Todos foram capturados durante ação coordenada pelo delegado Adriano Félix, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd).

Eles foram interceptados na avenida Constantino Nery, no bairro Presidente Vargas, na zona Centro-Sul da cidade, enquanto se deslocavam para uma casa lotérica no Centro, de onde pretendiam roubar R$ 300 mil em espécie. Fábio, Jefferson Arley, Jefferson Oliveira, Jucelino e Rosana foram detidos na Constantino; Viviane foi pega nas dependências da casa lotérica, que fica em um edifício na avenida Marechal Deodoro, no Centro; e Gerson foi pego na avenida Floriano Peixoto, no Centro.

Segundo o delegado, Jefferson Oliveira, Jefferson Arley, Fábio e Rosana iriam entrar na casa lotérica e cometer o roubo. Já o taxista Jucelino e Gerson ajudariam na fuga. Viviane foi quem passou as privilegiadas à quadrilha por trabalhar na casa lotérica, como valor disponível no local, porta de saída e horário que o carro-forte passava para recolher o dinheiro.

As investigações levaram mais de um mês e com as informações do novo assalto em curso, a equipe fez a intervenção antes do crime. Para Adriano Felix, os sete são responsáveis pelo assalto a uma agência bancária dentro de uma fábrica do Distrito Industrial, de onde levaram R$ 48 mil, e também por um roubo a uma joalheria na qual tiveram um lucro de R$ 600 mil em ouro.

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