A matriz energética de Manaus já foi mudada, em 50%, do óleo combustível para o gás. A informação é do presidente da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás), Lino Chíxaro. “Nos próximos seis meses toda a energia fornecida em Manaus (e antes à base de óleo) deve ser tocada a gás”, disse. Ficam ressalvados apenas os cerca de 250 kiloWatts da hidrelétrica de Balbina.
A Cigás está faturando R$ 4 milhões por mês e tem despesas de apenas R$ 1 milhão. “Resolvemos todos os contratos, os recebimentos em atraso e nos tornamos superavitários”, disse o presidente da empresa, advogado Lino Chíxaro.
Gerida pelas regras públicas e enfrentando a concorrência privada de Amazonas e Fogás, na distribuição de gás na cidade, a Cigás tem “graves dificuldades de agilidade”, diz Chíxaro. Isso estaria impedindo novos contratos. Por isso, a privatização não está descartada. “A empresa precisa de mais recursos porque os que recebe hoje não são suficientes para novos empreendimentos”, disse.
Estão sobre a mesa do governador Omar Aziz as opções para a decisão política sobre o que será feito com a empresa, para trazer investimentos novos. “ Sugerimos que o Estado venda sua parte e a empresa possa trazer um sócio privado ou reunir todas as ações e vender para outro sócio”, disse .
A Cigás precisa construir, segundo Lino Chíxaro, 43km de tubulação, incluindo um anel em torno do distrito, os chamados tubos derivativos, para poder vender o gás ao principal consumidor da cidade, o Polo Industrial de Manaus.