
Duas urnas da capital e uma do interior, de Rio Preto da Eva, vão passar pela votação paralela, sendo monitoradas por câmeras filmadoras em sala própria no TRE. Foto: Divulgação TRE-AM
Três urnas eletrônicas foram sorteadas neste sábado (26) para passar por auditoria durante as eleições deste domingo (27), durante a votação da eleição suplementar para governador do Amazonas. O sorteio escolheu duas urnas de Manaus e uma de Rio Preto da Eva (distante 57 quilômetros da capital).
As urnas sorteadas ficarão na sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para a chamada votação paralela e são as da seção 568 da Zona 31, da Escola de Formação Profissional Enfermeira Francisca Saavedra (Cetam), e da seção 497, na Zona 59, na Escola Estadual Maria Madalena Santana de Lima. No interior, a urna sorteada foi da seção 16, na Zona 52, na Escola Estadual Marcelino Vieira (Cemei).
A votação paralela é conduzida por uma comissão presidida pelo juiz de Direito e membro da corte do TRE, Henrique Veiga Lima. Amanhã, os equipamentos ficarão instalados no Auditório Juiz Fausto Ferreira dos Reis (prédio anexo), sendo monitorados por câmeras filmadoras.
As urnas receberão votos lançados em cédulas, de forma aleatória, durante todo o dia, das 8h às 17h, e a comissão de auditoria confere se os votos do Boletim Eletrônico de Urna (BU) correspondem exatamente aos manuais. A votação paralela é uma estratégia para verificar o funcionamento das urnas eletrônicas e garantir mais transparência aos procedimentos adotados pela Justiça Eleitoral.
O desembargador Yedo Simões, presidente do TRE, explicou que o sorteio para a votação paralela é um meio de comprovar que a votação acontece de maneira clara. “Este é o penúltimo ato do calendário eleitoral porque amanhã ocorre a votação paralela, posteriormente à apuração. Esse evento é justamente para demonstrar a confiabilidade da urna eletrônica. É uma auditagem no sistema para comprovar a lisura das urnas”, disse.
As urnas sorteadas são substituídas por outras, levadas aos respectivos locais de votação. A votação paralela conta com a participação do Ministério Público, da OAB e de representantes dos partidos políticos, além de ser aberta à imprensa e à sociedade civil.