13/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Um dos réus do caso Oscar Cardoso, “Mário Tabatinga”, teria a cabeça colocada a prêmio por R$ 300 mil, diz mulher

Publicado em 25 de agosto, 2017

Local onde o delegado Oscar Cardoso foi assassinato, em 2014. Cinco réus estão em julgamento que começou hoje, entre eles “Mário Tabatinga”, que teria a cabeça colocada a prêmio por R$ 300 mil. Ele está preso no CDPM, em Manaus. Foto: Arquivo

Lucilene Torres, esposa do réu Mário Jorge Nobre de Albuquerque, o “Mário Tabatinga”, afirmou nesta sexta-feira, durante o julgamento do caso da execução do delegado Oscar Cardoso, que o marido é inocente e não estava na cena do crime. A defesa apresenta as mesmas alegações, e que as provas no processo, de mais de 3 mil páginas, não são suficientes para mantê-lo preso no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), em Manaus.

O advogado e Lucilene falaram com a imprensa antes do início da sessão do Tribunal do Júri de hoje, no Fórum Ministro Henoch Reis. Ele e mais quatro réus, incluindo o narcotraficante e líder da facção criminosa (FDN), João Pinto Carioca, o “João Branco”, são acusados de participar do assassinato de Oscar Cardoso, morto com 18 tiros em março de 2014 em Manaus.

“Ele não estava nem no local do crime”, falou Lucilene Torres, esposa de “Mário Tabatinga”. Segundo ela e a defesa, o réu é empresário do ramo de venda de veículos e é acusado de fornecer os automóveis usados pelo grupo de atiradores que mataram o delegado.

A esposa contou que a “cabeça” dele foi colocada a prêmio, sendo que pagariam R$ 300 mil pela sua morte. O advogado Paulo Trindade afirmou que o cliente é inocente, e que acredita que o caso possa ter uma reviravolta até domingo (27), previsão de término do júri. Para isso, ele aponta falhas no inquérito policial usado pela acusação para formalizar o processo judicial.

“Mario Tabatinga” foi preso preso em agosto de 2015, na cidade de Puerto Ordaz, na Venezuela. Foi pelo depoimento dele que a polícia conseguiu identificar a maioria dos envolvidos na execução do delegado. Ele havia confessado ter dado um automóvel, um Siena, de cor branca e placas OAB-7782, para o traficante “João Branco”. O carro foi usado pelo grupo para realizar a execução.

Conforme instrução do inquérito da Polícia Civil, Mário pegou o carro em sua própria locadora de veículos e o guardou em casa, no conjunto Parque das Laranjeiras, zona Centro-Sul, de onde só foi retirado no dia do crime.

Divulgado na imprensa, na época, Mário aparece como suspeito de fazer parte de um esquema de lavagem de dinheiro no tráfico de drogas. Ele forneceria carros para membros da Família do Norte (FDN), liderada por “João Branco”, para transportar drogas, fazer assaltos e crimes de pistolagem em Manaus e nos arredores.

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