
Segundo assessor jurídico do Sinetram, Polícia Federal deve abrir inquérito para investigar o descumprimento de ordem judicial por parte do Sindicato dos Rodoviários. Foto: Divulgação
Com 46 interrupções, paralisações e greves no sistema em 2017, registradas no transporte coletivo, quem paga o pato é a população de Manaus com a falta de ônibus sem comunicação ampla e prévia. A última paralisação ocorreu nesta terça (25), em três terminais de linha da empresa Via Verde.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) divulgou um balanço das paralisações irregulares realizadas pelo Sindicato dos Rodoviários ao longo do ano, que já somam 46 e quase R$ 1 milhão em multas.
De acordo com o assessor jurídico do Sinetram, as concessionárias são sempre pegas de surpresa durante os movimentos grevistas realizados pelo Sindicato dos Rodoviários e por isso não se sabe os motivos. Ainda de acordo com ele, os salários estão em dia.
“Isso [paralisações] está virando uma situação constrangedora tanto para as empresas e principalmente para a população que depende do serviço. A Polícia Federal deve abrir um inquérito, por determinação do Tribunal Regional do Trabalho, pelo descumprimento de ordem judicial por parte do Sindicato dos Rodoviários. Os trabalhadores estão com salários em dia e não há motivos para esses movimentos, o que nos leva a crer que isso são por questões políticas”, destaca Borges.
Atualmente, os motoristas do transporte coletivo de Manaus recebem, somando também os benefícios, R$ 3.078,43, a segunda maior remuneração do Brasil. O Sindicato dos Rodoviários não se pronunciou sobre as paralisações ou multas.
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