02/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Presidente do TSE nega novo pedido para suspender eleição no Amazonas

Publicado em 11 de julho, 2017

Presidente interino do TSE, ministro Tarcísio Vieira de Carvalho, rejeitou pedido de liminar nos embargos de declaração apresentados por Henrique Oliveira, na tentativa de mudar acórdão da cassação. Foto: Divulgação

Mais uma tentativa de suspender a eleição suplementar para Governo do Estado caiu por terra nesta terça-feira (11). Desta vez foi o presidente interino do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tarcísio Vieira de Carvalho, que rejeitou pedido de liminar feito pelo vice-governador cassado do Amazonas, Henrique Oliveira (Solidariedade). Henrique tenta suspender o acórdão do próprio tribunal sobre sua cassação.

Na Decisão de Ação Cautelar (DAC), o ministro Tarcisio Neto negou as duas argumentações feitas por Henrique Oliveira, em conjunto com a coligação majoritária “Renovação e Experiência”, sobre a sua desvinculação do governador cassado José Melo (Pros) e a consequente suspensão do pleito, ao descartar pedido de urgência para esta matéria.

O presidente do TSE ratifica que o órgão tem “sólido posicionamento de que a unicidade da chapa acarreta a cassação de ambos os diplomas, independentemente da efetiva participação de ambos na conduta ilícita”.

Quanto à suspensão do processo eleitoral, cujo primeiro turno está marcado para 6 de agosto, o ministro Tarcisio Neto aponta, em sua decisão, que “a verificação quanto à ausência de risco de dano irreparável no que toca à realização das eleições suplementares dispensa, no exame do pedido liminar, o aprofundamento das demais questões suscitadas na presente ação, para a verificação da plausibilidade jurídica do intencionado recurso extraordinário, pois, como se sabe, a tutela de urgência requer a cumulatividade desses dois pressupostos, o do fumus boni iuris e o do periculum in mora”.

O presidente interino acrescenta ainda que “não se pode negligenciar”, pois dos R$ 18 milhões do custo final das eleições suplementares, já foram repassados para o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), R$ 9,5 milhões, dos quais R$ 6,5 milhões foram empenhados e R$ 2,5 milhões já estão programados para empenho. Os valores foram confirmados durante visita de diretores do órgão regional ao TSE, na semana passada.

“Assim, acaso postergada a eleição suplementar para data futura, os valores já empenhados teriam que ser honrados de toda forma, com ônus para os cofres públicos”, diz o texto da decisão que negou a liminar.

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