
O carro do delegado Paulo Gadelha sofreu perda total após incêndio criminoso. Polícia Civil enviou equipe ao município para investigar caso. Foto: Arquivo Pessoal
Um delegado, dois investigadores e um perito do Departamento de Perícia Técnico Científico (DPTC) foram enviados pela Polícia Civil do Amazonas para investigar o atentado sofrido pelo delegado Paulo Gadelha, em Guajará (distante a 1.476 quilômetros de Manaus), ocorrido na madrugada desta terça-feira (4).
A investigação foi determinada pelo delegado-geral da PC, Frederico Mendes, e pelo diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), delegado Mariolino Brito. No local, os policiais vão ouvir o depoimento do delegado de Guajará, vizinhos dele e realizar exames de perícia no veículo incendiado para saber o que motivou tal situação.
Paulo Gadelha foi alvo de um atentado na sua residência, que terminou com o seu carro, uma picape modelo L-200 Triton placas OAL-6037, com perda total, e parte do forro da casa incendiados por dois homens, ainda não identificados, que pularam o muro do imóvel e atearam fogo no veículo. No momento do crime, além do delegado, estavam no local sua esposa e o filho do casal, um bebê de 4 meses. Apenas Gadelha sofreu leves queimaduras enquanto apagava o incêndio para não se alastrar.
Gadelha é titular da 69ª Delegacia de Guajará e, segundo seu relato, a invasão ocorreu entre 4h e 5h. Ele dormia na hora quando ouviu barulhos vindos da garagem. O delegado pegou a arma e viu dois homens correndo e pulando o muro, e o carro pegando fogo. A dupla fugiu em uma moto não identificada.
O delegado informou não saber exatamente a motivação do atentado contra ele, mas revelou que essa semana iria receber do Ministério Público uma investigação contra desvio de verbas públicas e corrupção da Prefeitura do município. “Ainda é cedo afirmar qualquer coisa, mas todo mundo do município ficou sabendo da investigação, porque foi divulgada durante uma assembleia em Guajará”, comentou.
Outra suspeita levantada é motivo de vingança por conta da prisão de um traficante ligado a uma facção criminosa do Cruzeiro do Sul (AC). Paulo Gadelha falou que “não refresca” na condução dos trabalhos e investigações. O delegado deve ser transferido para outra cidade.