
Motorista de transporte escolar do município levou criança para uma estrada vicinal e a violentou dentro do veículo. A menina ficou grávida após os abusos de dois homens
Dois homens, um deles pai do padrasto de uma menina de 10 anos e um motorista de transporte escolar do Careiro Castanho (cidade distante 102 quilômetros de Manaus), foram presos acusados de crime de estupro de vulnerável contra a criança.
A prisão foi feita pela equipe da 34ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), sob o comando do delegado titular Danniel Antony dos Santos. A prisão aconteceu em cumprimento a mandado de prisão preventiva assinado pela juíza Sabrina Ferreira, titular da Comarca da cidade.
Segundo depoimentos colhidos durante a investigação, o crime ocorreu entre agosto e outubro do ano passado, quando a menina foi vender uma rifa ao pai do padrasto, em sua residência. O homem a levou para um cômodo do andar de cima da casa e a violentou na rede. “No depoimento, a garota contou que alguns dias depois foi novamente até a casa do agressor, e ela voltou a sofrer violência sexual”, informou Danniel Antony.
Um mês depois, a criança foi abusada pela terceira vez, mas pelo segundo homem, o motorista do coletivo escolar da Prefeitura do Careiro. Após deixar uma turma de crianças em um ramal, o agressor pediu para a menina o acompanhar até o KM 11 da estrada de Autazes, para buscar outros alunos, município vizinho ao Careiro.
“No meio do trajeto, o agressor desviou o percurso para uma estrada vicinal e passou a abusar da criança dentro do coletivo. Na época, ela tinha 10 anos de idade. Ambos usaram de ameaças para impedir a vítima de denunciar os abusos sofridos”, informou o delegado. A menina ficou grávida e deu à luz a uma criança prematura no início deste ano.
A vítima recebeu os primeiros atendimentos pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) em Manaus, que colheu depoimentos da menina e dos agressores, além dos exames médicos, e remeteu o caso à 34ª DIP por causa da circunscrição em que ocorreu o delito. Os agressores estão presos à disposição da Justiça.