
Sinetram informou ao TRT sobre o descumprimento da liminar concedida na tarde de ontem. Multa é de R$ 100 mil/hora. Foto: Divulgação
Mais de 400 mil pessoas foram prejudicadas por mais uma greve irregular deflagrada pelo Sindicato dos Rodoviários, na manhã desta segunda-feira (26), em Manaus. A paralisação durou quase 7 horas e impediu que mais de 3 mil viagens fossem realizadas. Por volta de 11h os ônibus começaram a sair das garagens. Sindicalistas podem ser multados em R$ 100 mil por hora de paralisação, somando R$ 700 mil.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informou o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), ainda na manhã desta segunda, sobre o descumprimento da liminar concedida pela desembargadora plantonista, Solange Morais, neste domingo (25), que impedia que o movimento paredista fosse realizado.
“Mais uma vez, o principal prejudicado com uma greve dessas é a população. As empresas estão honrando todos os compromissos com os trabalhadores. Já tivemos várias reuniões para negociar com a categoria, nós fizemos uma proposta e eles ficaram de analisar. Hoje a cidade amanheceu sem ônibus. Isso é uma falta de respeito com a população e com a justiça, já que existe uma liminar em vigor. O Sinetram continua aberto ao diálogo e espera resolver a questão o mais breve possível”, explica o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges.
Atualmente, os motoristas do transporte coletivo de Manaus recebem, somando também os benefícios, R$ 3.078,43, o segundo maior do Brasil, ficando atrás apenas de Porto Alegre. O reajuste de 10% foi concedido em abril deste ano.
Com a greve de hoje, já foram registradas 43 paralisações apenas este ano. Na última semana, membros do Sindicato dos Rodoviários realizaram cinco paralisações, prejudicando uma média de 100 mil pessoas. O transporte coletivo de Manaus opera com dez empresas, em 221 linhas, e transporta em média 800 mil pessoas por dia.
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