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O candidato à reeleição como vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa (PSB), defendeu a diversificação econômica e políticas específicas para os municípios do interior durante sabatina promovida pela TV Norte Amazonas, na noite desta sexta-feira (18/9). O encontro reuniu também Shádia Fraxe (Avante), Alessandra Campêlo (PSD) e Leo Balbi (Rede), com perguntas formuladas por representantes de diferentes setores da sociedade.
Serafim, que integra a chapa do governador e candidato à reeleição Roberto Cidade, afirmou que as diferenças econômicas e geográficas entre os municípios exigem soluções próprias. Entre as alternativas, apontou grandes projetos de investimento, bioeconomia e qualificação profissional.
“O Amazonas é um estado de dimensões continentais. Nós temos que ter soluções adequadas a cada município, porque cada um tem uma realidade diferente”, afirmou.
O candidato citou como exemplo os investimentos na exploração de gás na região de Silves e Itapiranga e defendeu que projetos de grande porte sejam combinados com atividades adaptadas às potencialidades locais.
Serafim colocou a educação profissional como uma das condições para ampliar a atividade econômica no interior. Citou o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) como instrumento para preparar mão de obra e atender novos investimentos.
Também defendeu a implantação do Zoneamento Econômico e Ecológico (ZEE) em todo o Estado para identificar vocações regionais e orientar políticas de desenvolvimento.
Na bioeconomia, afirmou que o aproveitamento da biodiversidade deve associar conhecimentos das populações tradicionais à tecnologia, com o objetivo de gerar emprego e renda sem concentrar as oportunidades em Manaus.
Ao tratar do Projeto Potássio Autazes, Serafim manifestou apoio ao empreendimento e defendeu diálogo com as populações indígenas envolvidas. Ele mencionou a possibilidade de pagamento de royalties como mecanismo de participação econômica das comunidades nos resultados da exploração mineral.
“Qual seria a dificuldade de nós pagarmos royalties para os indígenas aqui? Nenhuma. Eu acho que está faltando conversa, está faltando diálogo”, disse.
O candidato, porém, não detalhou durante a resposta como seria estruturado esse pagamento nem os critérios para distribuição dos recursos.

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Na segurança pública, Serafim defendeu novos concursos e a convocação de profissionais para reforçar o efetivo nos municípios. Para ele, um dos principais problemas é assegurar que policiais e outros servidores destinados ao interior permaneçam nas cidades onde foram lotados.
“Quem fizer concurso para ir para o interior tem que ir para o interior”, afirmou.
Serafim também apontou a necessidade de ampliar a estrutura prisional fora de Manaus e buscar recursos federais para investimentos no setor. Na sabatina, não apresentou números de novas contratações nem detalhou mecanismos para garantir a permanência dos profissionais nos municípios.
Questionado sobre a imigração venezuelana, o candidato defendeu acolhimento humanitário e acesso aos serviços públicos, embora tenha reconhecido o aumento da demanda sobre a estrutura estadual.
Serafim recorreu à própria história familiar para justificar a posição, lembrando que o pai imigrou de Portugal para o Brasil.
Nas considerações finais, afirmou que sua experiência política complementa o perfil de Roberto Cidade na chapa.
“Ele entra com a iniciativa, com a vontade de acertar, com a vontade de trabalhar, e eu entro com a experiência”, declarou.
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