18/SET 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Justiça Eleitoral pelo Brasil aproxima comunidades Wajãpi do processo eleitoral no Amapá

Publicado em 18 de setembro, 2026

Justiça Eleitoral pelo Brasil aproxima comunidades Wajãpi do processo eleitoral no Amapá

Informações sobre cidadania, democracia, voto e funcionamento da urna eletrônica chegaram às aldeias Aramirã e Manilha, nas Terras Indígenas Wajãpi, no município de Pedra Branca do Amapari (AP). A ação integra o Projeto Cidadania Indígena, desenvolvido pela Escola Judiciária Eleitoral do Amapá (EJE-AP), com o objetivo de fortalecer o diálogo entre a Justiça Eleitoral e os povos indígenas.

As atividades contaram com a participação de Fabiana Ortega e Jillian Servat, representantes da Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (EJE/TSE). A visita teve como objetivo conhecer de perto a experiência desenvolvida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), acompanhar as estratégias adotadas com as comunidades e identificar boas práticas que possam inspirar iniciativas de educação para a cidadania em outras regiões do país.

Informação que respeita a cultura

Um dos diferenciais do Projeto Cidadania Indígena é a adaptação de suas ações às especificidades culturais, territoriais e linguísticas do povo Wajãpi.

A iniciativa utiliza materiais bilíngues, produzidos em português e na língua wajãpi, além de promover atividades educativas e orientações sobre o uso da urna eletrônica em uma linguagem acessível e alinhada à realidade das comunidades.

A proposta é ampliar o acesso à informação eleitoral de forma clara e compreensível, respeitando a cultura e a língua dos povos indígenas, a fim de contribuir para que eleitoras e eleitores exerçam o direito ao voto com autonomia.

Durante as atividades, os participantes puderam conhecer o funcionamento da urna eletrônica, esclarecer dúvidas e receber informações sobre os procedimentos adotados no dia da eleição.

Formação de mesários indígenas

A programação também incluiu a capacitação da comunidade e envolveu indígenas que atuarão como mesários nas Eleições Gerais de 2026. Além da preparação para o trabalho nas seções eleitorais, a capacitação contribui para ampliar a participação da própria comunidade na realização do pleito.

Ao conhecer os procedimentos de votação e o funcionamento da urna, os participantes também podem compartilhar as informações com outros integrantes das aldeias, inclusive na própria língua.

A iniciativa busca, dessa forma, estabelecer uma relação de diálogo entre a Justiça Eleitoral e as comunidades, levando informações sobre o processo eleitoral e, ao mesmo tempo, considerando os saberes e as particularidades locais.

Experiência acompanhada pelo TSE

A presença dos representantes da EJE/TSE nas aldeias possibilitou uma imersão nas estratégias adotadas pelo TRE-AP para ampliar o acesso das comunidades indígenas às informações eleitorais.

A visita também fortaleceu o intercâmbio de experiências entre o TSE e os tribunais regionais eleitorais (TREs). A proposta é identificar iniciativas bem-sucedidas, desenvolvidas a partir das realidades locais, que possam ser compartilhadas e adaptadas a contextos semelhantes em diferentes regiões do Brasil.

Nas Terras Indígenas Wajãpi, a atuação da Justiça Eleitoral também contribui para superar desafios impostos pela distância e pelas condições de acesso ao território, levando informações, orientação e ações de cidadania diretamente às comunidades.

Com o Projeto Cidadania Indígena, o TRE-AP reafirma seu compromisso com a inclusão e a participação democrática dos povos originários, promovendo o acesso à informação eleitoral de forma respeitosa, acessível e culturalmente adequada.

Projeto que inspira

Criado no Amapá, o Projeto Cidadania Indígena já demonstra potencial para inspirar iniciativas semelhantes em outras partes do país. A experiência desenvolvida nas Terras Indígenas Wajãpi evidencia a importância de considerar as especificidades de cada comunidade na promoção da cidadania e do acesso à informação.

Ao acompanhar as atividades, os representantes da Escola Judiciária Eleitoral do TSE puderam conhecer de perto o trabalho realizado pelo TRE-AP e ampliar a troca de experiências entre as unidades da Justiça Eleitoral. O intercâmbio permite identificar práticas inovadoras construídas a partir das realidades locais, que podem ser aperfeiçoadas e adaptadas para fortalecer a participação de outros povos indígenas no processo democrático.

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