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O nível das águas do Rio Negro registrou uma diminuição expressiva nos primeiros oito dias de setembro em Manaus. A cota, que marcava 24,09 metros no dia 1º, despencou para 23,02 metros no dia 8, o que representa um recuo de 1,07 metro e uma média diária superior a 15 centímetros.
O ritmo atual da vazante é ainda mais intenso do que o verificado no mesmo período do ano passado, quando as águas baixaram 72 centímetros. Em comparação com a mesma época de 2025, o Rio Negro está três metros abaixo do nível registrado naquele ano.
A aceleração da descida das águas gera preocupação em setores estratégicos, já que afeta diretamente a navegação fluvial, o transporte de cargas, o abastecimento de insumos e o funcionamento de serviços essenciais como saúde e educação.
No interior do Amazonas, trechos como a calha do Médio e Alto Solimões, incluindo o município de Tabatinga, também enfrentam reduções acentuadas nos níveis dos rios.
Conforme dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB), a estiagem prolongada e a falta de chuvas volumosas nas áreas de cabeceira da bacia amazônica continuam impedindo a recuperação dos afluentes e contribuem para acelerar o escoamento em todo o curso do rio. O monitoramento geológico e hidrológico segue em andamento para avaliar a evolução das cotas e os impactos operacionais e logísticos nos municípios amazonenses.
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