
Lula responsabiliza campanha de Flávio por atuação contra fim da escala 6×1
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta quinta-feira (3) a atuação da oposição no Senado para frear o avanço da PEC do fim da escala 6×1. O texto apoiado pelo governo foi aprovado ontem na CCJ e segue para votação no plenário.
Lula não citou nomes, mas se referiu ao senador Rogério Marinho (PL-RN) ao mencionar o “coordenador da campanha do meu opositor”. O parlamentar chefia a estratégia de chapa de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto.
Segundo o presidente, Marinho “capitaneou” atuou para impedir a aprovação da proposta que limita a jornada de trabalho a cinco dias e 40 horas semanais.
“É importante que o Brasil saiba quem está trabalhando para avançar com essa mudança e quem está tentando impedir uma conquista que pode garantir um dia a mais de descanso sem redução de salário”, afirmou Lula em postagem no X.
Dos 27 parlamentares presentes na audiência da Comissão de Constituição e Justiça desta quarta (2), só quatro manifestaram voto contrário à proposta de emenda à Constituição. Além de Marinho, também o fizeram os senadores Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Jaime Bagattoli (PL-RO) e Tereza Cristina (PP-MS). A votação foi simbólica.
A oposição defende uma alternativa à redução da jornada. Marinho é autor de uma proposta que trata de um modelo de horário flexível e tem se posicionado contra a aprovação do texto nos termos atualmente discutidos.
“As justificativas são as de sempre. Se a gente aprovar, o Brasil ‘quebra’. Do mesmo jeito que ia ‘quebrar’ quando os trabalhadores conquistaram o direito às férias. Quando tiveram direito ao 13º. Uma história que se repete desde os tempos do fim da escravidão”, escreveu Lula, em defesa da proposta.
A comissão também acolheu o calendário especial previsto para a regulamentação, mas a matéria não foi incluída na pauta da Casa desta semana.
O próximo esforço concentrado do Congresso será na segunda semana de outubro, mas o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), articula junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a marcação de uma sessão específica para votar a proposta antes do primeiro turno das eleições, em 4 de outubro.
No plenário, serão necessários os votos de 49 dos 81 senadores em dois turnos para a aprovação da reforma.
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