
Quatro agentes foram mantidos como reféns durante a revolta, que teria começado após mudanças nas regras de visitação e restrições internas. (Foto: Reprodução)
Um motim envolvendo policiais militares que estão presos na Unidade Prisional da Polícia Militar (UPPM), localizada no quilômetro da BR-174, na zona rural de Manaus, foi encerrado durante a madrugada desta quarta-feira (2). A unidade voltou a ser controlada pelas forças de segurança por volta de 1h30.
A rebelião começou na tarde de terça-feira (1º), quando os detentos se revoltaram contra mudanças nas regras da unidade. Durante o tumulto, quatro policiais que trabalhavam na segurança do local foram rendidos e mantidos como reféns.
A situação mobilizou equipes especializadas da Polícia Militar do Amazonas. O 1º Batalhão de Choque foi responsável pela intervenção que resultou na retomada do controle da unidade.
Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM) e pela Polícia Militar, não houve registro de feridos durante a operação.
Os quatro agentes que estavam sob poder dos detentos, sendo um major e três soldados, foram retirados do local e receberam atendimento após o fim da ocorrência.
A mobilização dos policiais presos teria sido provocada principalmente pela mudança no calendário de visitas. O dia destinado aos encontros com familiares teria passado de domingo para sexta-feira.
Além da alteração na visitação, os internos também estariam insatisfeitos com a retirada de benefícios ou regalias existentes anteriormente na unidade. Não foram detalhadas quais medidas teriam sido suspensas.
A UPPM foi destinada exclusivamente à custódia de policiais militares presos. A unidade funciona nas instalações que anteriormente abrigavam a Penitenciária Feminina de Manaus, nas proximidades do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).
O episódio ocorreu aproximadamente quatro meses depois da transferência de policiais militares para a nova unidade. Em 12 de maio, 71 PMs foram levados para o espaço em uma operação que envolveu o Ministério Público do Amazonas, a Polícia Militar e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).
A mudança provocou manifestações de familiares dos detentos, que chegaram a se reunir em frente ao antigo Núcleo Prisional da Polícia Militar, localizado no bairro Monte das Oliveiras, na zona norte da capital.
Na época, os familiares questionaram a transferência e alegaram preocupação com as condições de segurança dos policiais custodiados na nova unidade da BR-174.
A criação da UPPM na BR-174 ocorreu depois da fuga de 23 policiais militares presos no antigo núcleo da corporação, registrada em fevereiro deste ano.
A ausência dos detentos foi identificada durante uma vistoria de rotina. Parte dos policiais retornou por conta própria, e a situação foi normalizada no dia seguinte.
O caso passou a ser investigado e resultou na prisão de policiais suspeitos de facilitar a fuga. O então responsável pelo núcleo, o ex-major Galeno Edmilson de Souza Jales, também foi preso e posteriormente excluído da corporação.
Veja mais notícias em Cidade