
Foto: Centro de Comunicação Social do Exército
Nesta semana, teve início o Exercício de Defesa Cibernética da Rede de Cooperação entre Exércitos Sul-Americanos (RECESA). A atividade ocorre em Brasília até a próxima sexta-feira (21/8), reunindo representantes de exércitos sul-americanos, com a coordenação do Estado-Maior do Exército e execução pelo Comando de Defesa Cibernética. A atividade apresenta aos participantes problemas cibernéticos simulados (PCS), com o objetivo de promover o intercâmbio de conhecimentos e experiências.
A abertura ocorreu no Auditório Marcelo Rufino, Quartel-General do Exército, com a presença do Comandante de Defesa Cibernética, General de Divisão Jacy Barbosa Júnior, e de autoridades militares. Durante a cerimônia, foram apresentadas as atribuições do setor cibernético no âmbito da Defesa, além da dinâmica das atividades registradas no Forte Rondon.
Ao longo do exercício, os militares analisam cenários com ameaças hipotéticas a sistemas, redes e infraestruturas críticas. Diante do quadro simulado, cada nação participante apresenta procedimentos técnicos, permitindo a comparação de rotinas de atuação.
O exercício considera cenários simulados de ações de espionagem, uso de inteligência artificial e tentativas de comprometimento de serviços essenciais, permitindo analisar as repercussões de um incidente nos níveis político, estratégico e operacional. Ao final, as delegações registrarão as rotinas e procedimentos técnicos observados.
Criada em 2023, a RECESA mantém um espaço de diálogo entre os exércitos da América do Sul. O primeiro Exercício de Defesa Cibernética aborda os desafios técnicos comuns aos países participantes.
De acordo com o Comando de Defesa Cibernética, General Barbosa, a cooperação entre os participantes favorece o conhecimento de demandas, troca de informações e respostas a incidentes.
A representante do Exército da Colômbia, Coronel Milena Realpe, e o representante do Exército Uruguaio, Coronel Rahi, acompanham as atividades e destacaram a relevância do intercâmbio técnico e do canal de contato entre as instituições.
O exercício destacou a cooperação na área de defesa cibernética entre exércitos da América do Sul, com a troca de experiências e debate sobre o tema.
A defesa cibernética integra as ações de modernização da Força Terrestre (Força 40). O setor fundamenta-se no conceito de operações multidomínio, que identifica o meio digital como um teatro de operações. As atividades abrangem a segurança de infraestruturas críticas, a proteção de sistemas de comando e controle, e o monitoramento de ameaças digitais e desinformação.
Agência Gov
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