
Centenário do líder da Revolução Cubana ocorre em meio à crise energética e ao agravamento das tensões com os Estados Unidos. (Foto: Reprodução)
Cuba celebra nesta quinta-feira (13) os 100 anos do nascimento de Fidel Castro, líder da Revolução Cubana, que chegou ao poder em 1959 e comandou o país por quase cinco décadas. A data é marcada por homenagens e debates sobre o legado político do ex-presidente.
O centenário ocorre em meio a uma grave crise energética. No início de agosto, a ilha registrou dois apagões nacionais em menos de 24 horas. O país enfrenta dificuldades para gerar eletricidade e importar combustíveis, cenário agravado pelas sanções econômicas dos Estados Unidos.
Segundo dados citados pela Agência Brasil, Cuba produz apenas cerca de um terço do petróleo necessário para atender à demanda nacional. A crise energética também afeta a economia, que tem previsão de retração de 6,5% em 2026.
Fidel nasceu em 13 de agosto de 1926, em Birán, na província de Holguín. Sua trajetória revolucionária ganhou destaque após o ataque ao Quartel Moncada, em 1953. Após ser preso e posteriormente anistiado, exilou-se no México, onde conheceu Ernesto “Che” Guevara.
Em 1956, Fidel retornou a Cuba com um grupo de revolucionários e iniciou a guerrilha na Sierra Maestra. O movimento derrubou o governo de Fulgencio Batista em 1º de janeiro de 1959.
Durante seu governo, Fidel promoveu reformas como a nacionalização de empresas, a reforma agrária e a ampliação do acesso à saúde e à educação. O regime, porém, também foi acusado de repressão política, censura, perseguição a opositores e restrições às liberdades civis.
Fidel deixou a Presidência definitivamente em 2008, quando foi sucedido pelo irmão, Raúl Castro. Morreu em 2016, aos 90 anos.
Para historiadores, o legado de Fidel permanece dividido entre os avanços sociais atribuídos à Revolução e as críticas ao caráter autoritário do regime.
A influência do líder cubano também ultrapassou as fronteiras da ilha. Durante a Guerra Fria, Cuba tornou-se aliada da União Soviética e apoiou movimentos revolucionários em diferentes países da América Latina.
Um século após seu nascimento, Fidel continua sendo uma das figuras mais controversas da história latino-americana, enquanto Cuba enfrenta uma nova fase de crise econômica, energética e diplomática.
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