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Um homem de 42 anos, que atua na área jurídica, foi detido na tarde desta quinta-feira (9) em seu apartamento localizado no bairro Tarumã, zona oeste de Manaus, acusado de cometer estupro, ameaça e constrangimento ilegal contra três vítimas ainda na infância e adolescência. De acordo com as investigações, duas das ofendidas são filhas do suspeito, enquanto a terceira é filha de uma ex-empregada doméstica que prestava serviços à família.
Conforme os autos do inquérito, os ataques contra uma das filhas tiveram início em 2025, quando a adolescente contava com 13 anos e residia com o genitor em Brasília. O esquema foi descoberto depois que a menina confessou os abusos ao irmão, que acionou imediatamente a mãe. A genitora, que vive em São Paulo e está separada do investigado, deslocou-se até Manaus — onde o advogado atualmente reside — para registrar a queixa na autoridade policial. Em seu testemunho, a jovem afirmou que era submetida à administração de substâncias para ser violentada pelo próprio pai.
As diligências posteriores evidenciaram que as agressões sexuais também alcançavam a segunda filha do advogado, oriunda de uma relação anterior. Ela tinha 14 anos na ocasião dos episódios e, assim como a irmã, sofria com constantes intimidações de morte e punições para manter o silêncio sobre o que ocorria.
A terceira vítima, por sua vez, tinha apenas 10 anos quando foi atacada enquanto sua mãe trabalhava como babá na residência da família.
As ordens de prisão preventiva e de busca e apreensão foram expedidas pelo Poder Judiciário após as três menores prestarem depoimentos especiais, nos quais narraram, com riqueza de detalhes, as violências sofridas.
O defensor nega com veemência todas as imputações que lhe são dirigidas. Em sua manifestação preliminar, classificou-se como um “pai exemplar” e sustentou que as acusações são inverídicas, motivadas unicamente por desejo de retaliação em razão de desavenças familiares e disputas judiciais decorrentes da separação conjugal.
O indiciado foi conduzido à sede da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) para a adoção das providências legais e será submetido à audiência de custódia. Ele deverá responder judicialmente por múltiplos delitos acumulados ao longo das apurações.
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