07/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Nos EUA, Flávio pede adiamento do tarifaço até as eleições

Publicado em 07 de julho, 2026

Nos EUA, Flávio pede adiamento do tarifaço até as eleições

Durante discurso em uma audiência pública nos Estados Unido, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (7) que o Pix “não concorre com instituições americanas de pagamento”.

Em um discurso de cinco minutos, Flávio saiu em defesa do Pix — meio de pagamento que é citado como um dos motivos para a recomendação de taxação de 25% sobre importações brasileiras.

Pix

“O Pix não é um problema a ser corrigido. É uma solução. Ele ampliou a inclusão financeira ao trazer milhões de brasileiros — especialmente os mais pobres — para a economia formal. Esse avanço também beneficiou diretamente empresas americanas, já que o volume de transações processadas por cartões de pagamento emitidos por bandeiras dos Estados Unidos continuou crescendo paralelamente à ampla adoção do Pix, uma vez que essas empresas prestam serviços que se complementam, e não competem com o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos”, afirmou o parlamentar.

A audiência, organizada pelo USTR, sigla em inglês para Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, órgão que conduz a investigação comercial aberta contra o Brasil, ocorre para discutir a possibilidade de imposição de uma tarifa extra de 25% sobre produtos brasileiros.

Flávio participa após ter enviado um um documento de 86 páginas às autoridades dos Estados Unidos. No material, ele solicita a suspensão do chamado tarifaço e pede que o Pix não seja incluído na disputa comercial entre os dois países.

Governo enviou observadores

De última hora, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), decidiu enviar observadores da Embaixada do Brasil em Washington à audiência pública no USTR.

Segundo o Planalto, a presença de diplomatas tem como objetivo permitir que o governo tome conhecimento dos argumentos apresentados durante o encontro, mas sem uma mudança na estratégia de negociação com as autoridades americanas.

Para o governo, as conversas com os Estados Unidos vêm sendo conduzidas há cerca de um ano, sem avanços, por causa da motivação política de parte da Casa Branca.

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