
Faltam apenas 15cm para o nível do rio Negro em Manaus atingir a cota de emergência. Foto: Arlesson Sicsú/Semcom
Faltam apenas 15 centímetros para o nível do rio Negro em Manaus atingir a cota de emergência. Nesta terça-feira, 16 de maio, a marca registrada é de 28,79 metros e a capital já está em situação de alerta pela Defesa Civil desde o último dia 12. A cota de emergência é de 28,94m e na primeira quinzena do mês o rio encheu 48 cm. Nas últimas 24h, subiu mais três centímetros.
Manaus é a 30ª cidade do Amazonas em alerta. A previsão é que o rio possa alcançar a marca máxima de 29,85m, de acordo com o segundo alerta emitido pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM). O nível registrado é o segundo maior desde 2012, quando se atingiu a máxima histórica de 29,97m.
A previsão da CPRM é que o nível das águas deste ano fique 0,37m menor do que o registrado há seis anos. E a cheia será 2,31m maior que a cota observada ano passado, de 27,19m.
A cheia do rio Negro na capital é influenciada pelas chuvas na Cordilheira dos Andes, cujo o degelamento influencia a cheia no Amazonas. O rio Negro em Manaus tem forte influência do rio Solimões, que também está em ciclo de cheia.
A subida das águas do rio é progressiva e poderá afetar bairros situados nas proximidades do Centro da cidade. A Defesa Civil do Município montou um plano de ação para auxiliar pessoas que vivem em áreas alagadas. De acordo com o órgão, estão sendo construídas passarelas e pontes em vários bairros.
Alerta
No Estado do Amazonas, a CPRM desenvolve desde 1989 o Alerta de Cheias de Manaus, parte do projeto “Sistema Hidrológico do Amazonas”, no qual realiza o serviço de monitoramento do processo anual de cheias no sistema formado pelos afluentes Solimões, Amazonas e Negro.
No Alerta de Cheias de Manaus, é apresentada uma previsão da cota máxima a ser atingida naquele ano, encaminhada aos órgãos competentes e imprensa. São emitidos três alertas, com antecedência de 75 dias, 45 dias e 15 dias do pico da cheia, que geralmente ocorre em junho. As estimativas são feitas com base nas cotas registradas na estação fluviométrica do Porto de Manaus (Roadway) nos dia 31 de março, 30 de abril e 31 de maio, e da evolução das cotas de aproximadamente 20 outras estações instaladas em pontos estratégicos da bacia hidrográfica.