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Uma pesquisa desenvolvida pela doutoranda Agda Beatriz Gonçalves Costa, do Programa de Pós-Graduação em Metrologia e Tecnologia (PPGMT) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), busca utilizar inteligência artificial para identificar comportamentos de risco no trânsito sem comprometer a privacidade dos motoristas.
Desde fevereiro, Agda realiza estágio de doutorado-sanduíche na Universidade de Lisboa, por meio do Programa Institucional de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE), da Capes. O estudo combina telemetria veicular, inteligência artificial e proteção de dados para desenvolver sistemas mais seguros e eficientes de monitoramento da condução.
O projeto utiliza modelos de Reconhecimento de Atividade Humana (RAH) associados ao aprendizado federado, tecnologia que permite o treinamento de sistemas de inteligência artificial a partir de dados distribuídos, sem a necessidade de centralizar informações sensíveis dos usuários.
Na prática, a pesquisa pretende aprimorar a identificação de situações de risco ao volante, como frenagens bruscas, acelerações excessivas e outros comportamentos associados à condução perigosa. Ao mesmo tempo, busca garantir a privacidade dos condutores, um dos principais desafios para a expansão de soluções baseadas em inteligência artificial na mobilidade urbana.
O trabalho é orientado pelo pesquisador-tecnologista do Inmetro Wilson de Melo Junior e desenvolvido em Portugal na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e no LASIGE, centro de pesquisa especializado em inteligência artificial, segurança e privacidade, sob coorientação do pesquisador Alan Oliveira de Sá.
Segundo o Inmetro, a escolha da instituição portuguesa ocorreu pela convergência entre os objetivos do projeto e a expertise do grupo de pesquisa, além da infraestrutura tecnológica disponível para experimentos de maior complexidade.
A iniciativa também reforça a internacionalização das pesquisas realizadas pelo PPGMT, ampliando a cooperação científica com especialistas das áreas de computação, inteligência artificial e análise avançada de dados.
Para a gestora da UnInmetro, Tatiana Claro, a experiência fortalece a produção científica e tecnológica em áreas consideradas estratégicas. “A iniciativa também favorece a troca de conhecimento, a formação acadêmica e a produção de resultados científicos e tecnológicos de forma multidisciplinar”, destacou.
Recentemente, Agda apresentou os avanços da pesquisa durante o 11º Workshop Anual do LASIGE. O projeto sobre detecção de condução perigosa recebeu destaque nas páginas institucionais da Universidade de Lisboa como exemplo de cooperação internacional entre a instituição portuguesa e o Inmetro.
Além da formação acadêmica da pesquisadora, a experiência deve contribuir para ampliar redes internacionais de pesquisa, estimular novas parcerias científicas e aumentar a visibilidade internacional do programa de pós-graduação e do Inmetro.
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