
Caprichoso e Ministério dos Povos Indígenas articulam feira intercultural em Parintins
A realização da 1ª Feira Intercultural de Artesanato dos Povos Indígenas de Parintins começou a ganhar forma nesta terça-feira (9), durante reunião realizada na sede do Conselho de Arte do Boi Caprichoso. O encontro reuniu representantes do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), lideranças indígenas e integrantes do bumbá para discutir parcerias voltadas à valorização dos povos originários e ao fortalecimento da produção artesanal durante o Festival de Parintins.
A proposta foi articulada por Aldamir Sateré, presidente da Associação Indígena do Povo Sateré-Mawé do Rio Andirá e compositor do Boi Caprichoso. A reunião contou ainda com a participação da representante do Ministério dos Povos Indígenas, Jéssica Wapichana, e da presidente da Associação de Mulheres Indígenas de Parintins, Nira Sateré.
A iniciativa prevê a criação de um espaço dedicado à exposição e comercialização de artesanato produzido por diferentes povos indígenas da região, ampliando a visibilidade dos artesãos e fortalecendo a economia criativa durante um dos maiores eventos culturais da Amazônia.
Representando o Ministério dos Povos Indígenas, Jéssica Wapichana destacou que a proposta vai além da geração de renda, promovendo o reconhecimento dos saberes tradicionais e da diversidade cultural dos povos originários.
“A feira será um espaço de valorização dos artesãos indígenas, dos nossos saberes e da nossa cultura. Esse apoio é fundamental para ampliar a visibilidade desse trabalho durante o Festival de Parintins”, afirmou.
Para Aldamir Sateré, a participação do Caprichoso é estratégica para fortalecer a iniciativa e aproximar o público da cultura indígena.
“O Caprichoso tem uma ligação histórica com a cultura indígena e entendemos que essa parceria é importante para dar visibilidade aos artesãos e às associações indígenas. A feira será uma oportunidade para mostrar nossos trabalhos, fortalecer a identidade dos povos originários e gerar oportunidades”, ressaltou.
Como parceiro da ação, o Boi Caprichoso deverá colaborar na divulgação da feira, ampliando o alcance da proposta e reforçando o protagonismo dos povos indígenas durante o festival.
O presidente do Conselho de Arte do Caprichoso, Ericky Nakanome, destacou que a iniciativa dialoga diretamente com a identidade cultural construída pelo bumbá ao longo de sua trajetória.
“A cultura indígena está presente na identidade do Caprichoso. Nossas toadas, alegorias e narrativas artísticas têm inspiração nos saberes dos povos originários. Apoiar essa iniciativa é uma forma de reconhecer essa contribuição e fortalecer espaços de valorização da cultura indígena em Parintins”, afirmou.
A expectativa dos organizadores é que a feira se torne um espaço permanente de fortalecimento cultural, econômico e social dos povos indígenas, aproveitando a visibilidade proporcionada pelo Festival de Parintins para ampliar o reconhecimento dos saberes e da produção artesanal da Amazônia.
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