05/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

OMS confirma oito casos de cepa do Hantavírus que causou surto em navio

Publicado em 14 de maio, 2026

OMS confirma oito casos de cepa do Hantavírus que causou surto em navio

Subiu para oito o número de casos confirmados de hantavírus em meio a um surto da doença em um navio de cruzeiro que navegava pelo Atlântico. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os casos são da cepa Andes, a única cepa de hantavírus transmissível de pessoa para pessoa.

“Até 13 de maio, foram relatados 11 casos no total: oito confirmados, um inconclusivo e dois prováveis, incluindo três óbitos – dois confirmados e um provável”, informou a OMS em nota.

Desde a publicação do último boletim informativo, no dia 8, foram relatados dois casos confirmados adicionais e um caso inconclusivo entre os passageiros.

O comunicado confirma o caso de uma pessoa na França, que apresentou sintomas durante a repatriação; outra na Espanha, testada na chegada ao país, após a repatriação, e que segue assintomática; e uma terceira com resultados laboratoriais inconclusivos, repatriada para os Estados Unidos e também assintomática. Este último paciente está se submetendo a novos testes.

Amostra

“A amostra do indivíduo foi coletada devido à exposição de alto risco a casos confirmados a bordo. Todos os casos confirmados em laboratório são de infecção por Andes. Todos eram passageiros a bordo do MV Hondius”, explicou a entidade.

Com base nas informações atualmente disponíveis, a hipótese principal a ser considerada, segundo a OMS, é que o primeiro caso tenha adquirido a infecção antes de embarcar no cruzeiro, por meio de exposição em terra. “Investigações estão em andamento para elucidar as possíveis circunstâncias de exposição e a origem do surto, em colaboração com as autoridades da Argentina e do Chile.”

Bordo

De acordo com a entidade, as evidências atuais sugerem transmissão subsequente de pessoa para pessoa a bordo do navio. “Isso também é corroborado por uma análise preliminar das sequências, que mostram similaridade quase idêntica entre diferentes casos”, completou a OMS.

O surto é gerenciado por meio de resposta internacional coordenada, incluindo investigações epidemiológicas aprofundadas, isolamento e tratamento clínico dos casos, evacuações médicas, testes laboratoriais e rastreamento internacional de contatos, quarentena e monitoramento.

Agência Brasil

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