06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Bares e restaurantes esperam aumento no faturamento no Dia das Mães

Publicado em 01 de maio, 2026

A pesquisa mostrou que 18% aguardam vendas entre 11% a 20% mais altas; que 11% dos entrevistados preveem incrementos de até 50% na data e 3% disseram esperar um movimento até maior que esse. Entre os menos otimistas, 20% estão com expectativa de vender 5% a mais que em 2025; e 26% acreditam em faturamento entre 6% e 10% maior. Outros 15% falaram em estabilidade e só 4% temem perdas ante o ano passado.
Fonte: Abrasel

O momento positivo, alavancado por dados macroeconômicos favoráveis de emprego e renda, tem sido comprovado por outros números do levantamento. Segundo a pesquisa, 33% dos bares e restaurantes operaram com lucro em março, enquanto 42% registraram equilíbrio financeiro e apenas 25% relataram prejuízo — e isso representou um recuo ante os 33% observados em fevereiro.

Empresários

 

Para Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel a expectativa para a data festiva evidencia o peso dos eventos sazonais na recomposição da receita. “O Dia das Mães tem uma dinâmica própria dentro do setor. Além do aumento de fluxo, há uma alteração no comportamento de consumo, com grupos maiores, permanência mais longa e tíquetes médios mais elevados. É uma ocasião em que o cliente valoriza a experiência, o que amplia as oportunidades para os estabelecimentos que conseguem se planejar”, afirma.

Ele acrescenta que períodos como a Semana Santa, celebrada neste ano em março, criam picos de movimento que ajudam a reorganizar o caixa dos estabelecimentos. “Esse efeito se estende para outras datas relevantes do calendário, como o Dia das Mães, que tende a ampliar esse ciclo, funcionando como um impulso ainda mais forte em um momento em que o setor ainda busca consolidar margens e previsibilidade”, avalia.

Abrasel

Mas a Abrasel alerta que, apesar da melhora recente no desempenho do setor, a recomposição das margens segue em ritmo gradual. A pesquisa mostra que apenas 36% dos empresários não reajustaram os preços dos cardápios nos últimos 12 meses. Outros 36% fizeram correções apenas para acompanhar a inflação, enquanto 20% aplicaram aumentos abaixo dos índices e apenas 8% conseguiram reajustes acima da inflação.

Em relação aos pagamentos em atraso, 39% dos estabelecimentos relatam ter dívidas. As principais pendências concentram-se em impostos federais (67%), seguidos por tributos estaduais (43%) e empréstimos bancários (41%).

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