Rickson Gracie, um dos raros lutadores que nunca perdeu, em luta com quimono ou vale-tudo, e Flávio Canto, medalha de bronze na Olimpíada de Atenas e ouro no Pan de Santo Domingo (2003), estarão em Manaus neste fim de semana ministrando clínica para detentores da faixa-preta de jiu-jítsu. Os dois também são atração do 2º Amazon Black Belt, no ginásio Ninimbergue Guerra, o Bergão, às 9h de sábado, com lutas casadas, mais de 100 participantes em todas as categorias e premiação de R$ 3 mil para cada vencedor.
Rickson e Canto ministram clínica na sexta-feira, às 9h, na academia Norte Fitness, abordando suas técnicas de solo e projeção. Os participantes serão indicados pela Federação Amazonense de Jiu-Jítsu Esportivo (FAJJE), que realiza o evento em parceria com a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Desporto e Lazer (Semdej).
Homenagens
Assim como na sua primeira edição, a Semdej aproveitará o Black Belt para homenagear personalidades do Estado que praticam Jiu-Jítsu.
Serão lembrados os irmãos que fundaram a Academia Monteiro, Adriano, Yano, Lucio e Fabio Monteiro; o fundador da academia Nova União no Amazonas, Nonato Machado; o mestre Cássio Façanha; o integrante da Equipe Barraco Paulo Barros; e o especialista em preparação física nas lutas e professor de natação Aly Almeida.
Os lutadores Omar Salum, ex-campeão mundial, Antonio Neto e Cosme Dias também serão homenageados. O fundador da equipe Agenor Alves, Dibam, e o fundador da equipe Terraço, Lucio Menex, serão lembrados in memoriam.
Quarto filho de Hélio Gracie, fundador do chamado jiu-jítsu brasileiro, Rickson se consagrou nos anos 80 com a popularização da modalidade, difundida por sua família. Sua luta contra o “Rei Zulu”, em 1980, é considerada um clássico do Vale Tudo. Naquela ocasião, praticamente um menino e muito mais leve, Rickson conseguiu aplicar um mata-leão e nocautear Zulu, que estava invicto há 150 lutas.
Flavio Canto, nascido em Oxford, Inglaterra, em 16 de abril de 1975, escolheu o Brasil para defender. Faixa-preta de jiu-jítsu e de judô, ele se tornou conhecido dos brasileiros ao conquistar a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas. O atleta tem forte trabalho social, com o Instituto Reação, na favela da Rocinha (Rio de Janeiro/RJ), que atende aproximadamente mil jovens.