07/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Estreito de Ormuz segue sendo principal entrave nas negociações entre EUA e Irã

Publicado em 11 de abril, 2026

UE debate com ONU plano para manter fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz

Estreito de Ormuz segue sendo principal entrave nas negociações entre EUA e Irã

O Estreito de Ormuz segue sendo um dos principais pontos de divergência nas negociações de cessar-fogo entre delegações do Irã e dos Estados Unidos, realizadas neste sábado (11), em Islamabad, segundo a agência de notícias iraniana Tasnim.

Ponto geográfico

Considerado um ponto geográfico vital para a economia global, o estreito é a principal saída do petróleo produzido em diversos países do Oriente Médio. Qualquer interrupção no tráfego local costuma gerar impactos imediatos nos preços internacionais de energia e logística.

As negociações para restringir os ataques começaram no início deste sábado. Os Estados Unidos exigem a manutenção do fluxo no Estreito de Ormuz, enquanto o Irã busca preservar seus ganhos militares. Ormuz é o principal argumento de barganha iraniana.

Pela proposta iraniana, o país exige o fim garantido da guerra e de ataques futuros, o encerramento das sanções econômicas, controle sobre o Estreito de Ormuz e a interrupção dos ataques israelenses ao Hezbollah no Líbano. Já a proposta dos Estados Unidos inclui restrições ao programa nuclear iraniano e a reabertura imediata do estreito.

Países

Os representantes dos países não devem falar diretamente. Em reuniões separadas, as delegações dos Estados Unidos e do Irã se encontraram com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que intermedia as tratativas. Os encontros marcam o início das negociações de cessar-fogo após mais de 40 dias de guerra no Oriente Médio.

As tratativas representam o contato de mais alto nível entre os dois países desde a Revolução Islâmica de 1979. Caso ocorram reuniões presenciais, este será o primeiro diálogo direto desde 2015, quando um acordo nuclear foi firmado durante o governo de Barack Obama, com aval do então líder supremo Ali Khamenei.

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