06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

ONU aponta 4,9 milhões de mortes de crianças em 2024 e alerta para desaceleração na queda

Publicado em 18 de março, 2026

Nascimentos caem 5,8% no Brasil entre 2023 e 2024, aponta IBGE

Relatório global divulgado pela Organização das Nações Unidas indica que a mortalidade infantil segue elevada, principalmente em regiões pobres, e destaca necessidade urgente de ampliar investimentos em saúde básica (Foto: Divulgação)

Um relatório internacional revelou que cerca de 4,9 milhões de crianças com menos de cinco anos morreram em 2024 em todo o mundo, sendo a maioria dos casos causada por doenças evitáveis ou tratáveis com baixo custo. Os dados fazem parte de um levantamento do grupo interagencial da Organização das Nações Unidas voltado à estimativa da mortalidade infantil.

Do total de mortes, aproximadamente 2,3 milhões ocorreram ainda no período neonatal, com destaque para complicações relacionadas à prematuridade e ao parto. Infecções e anomalias congênitas também figuram entre as principais causas.

O estudo mostra que as mortes infantis estão concentradas em regiões mais vulneráveis. A África Subsaariana responde por mais da metade dos óbitos globais, seguida pelo Sul da Ásia. Nessas áreas, doenças infecciosas como pneumonia, malária e diarreia seguem como principais fatores de risco, além da falta de assistência adequada no nascimento.

Em contraste, regiões como Europa, América do Norte e Oceania registram índices significativamente menores, refletindo maior acesso a serviços de saúde e políticas públicas eficazes. O relatório também destaca que crianças que vivem em países afetados por conflitos têm risco quase três vezes maior de morrer antes dos cinco anos.

Apesar da redução global da mortalidade infantil desde 2000, o ritmo de queda desacelerou nos últimos anos. Segundo a ONU, se a tendência continuar, milhões de crianças ainda poderão morrer de forma precoce até o fim da década.

No Brasil, o cenário apresenta avanços importantes. Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância mostram que o país reduziu significativamente as taxas de mortalidade infantil nas últimas décadas, impulsionado por políticas públicas como a atenção básica em saúde e campanhas de vacinação. Ainda assim, o país também acompanha a desaceleração global na redução dessas mortes.

O relatório também aborda a mortalidade entre jovens de 5 a 24 anos, com cerca de 2,1 milhões de óbitos em 2024. Entre adolescentes, causas como acidentes de trânsito, violência e suicídio ganham maior relevância, variando conforme o gênero e o contexto regional.

Diante do cenário, a ONU alerta que muitos países estão longe de atingir as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030. A recomendação é ampliar investimentos em saúde primária, pré-natal, assistência ao parto e vacinação, considerados essenciais para reduzir mortes evitáveis e garantir melhores condições de vida para crianças em todo o mundo.

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