
Faculdades Ciesa e Marta Falcão recebem universitários no ‘Projeto Portas Abertas’
A Escola Superior da Magistratura do Amazonas (Esmam) realizou, na manhã desta quarta-feira (02/09), mais uma edição do “Projeto Portas Abertas”. A iniciativa reuniu estudantes de Direito do Centro Universitário Martha Falcão e do Ciesa para uma imersão prática nos bastidores do Poder Judiciário amazonense.
Focado em alunos dos três primeiros períodos, o projeto funciona como uma ponte crucial entre as salas de aula e o mercado de trabalho. O objetivo principal é familiarizar os futuros operadores do Direito com a rotina, a estrutura e o funcionamento real da Justiça estadual.
A programação foi desenhada como uma verdadeira maratona jurídica. Os universitários participaram de palestras, assistiram em tempo real a uma sessão das Câmaras Reunidas, realizaram visitas técnicas guiadas aos Fóruns Henoch Reis e Euza de Vasconcellos, e encerraram o dia com um tour histórico pelo Museu do Judiciário. Ao final, os participantes receberam certificados de quatro horas complementares.
A jornada começou com uma palestra ministrada pelo juiz de direito Eliezer Fernandes. Na sequência, os estudantes acompanharam a sessão plenária e visitaram as câmaras isoladas guiados pelo desembargador Flávio Humberto Pascarelli Lopes.
Para o juiz Eliezer Fernandes, a iniciativa é um pilar na construção da carreira dos estudantes.
“O projeto não se limita a abrir as portas do Tribunal, ele busca construir caminhos para o futuro. Aproximar o universitário do Judiciário é investir em uma nova geração de juristas mais conscientes e preparados para as transformações da sociedade”, destacou o magistrado, agradecendo a oportunidade de contribuir com o evento.
Os coordenadores e professores que acompanharam as turmas foram unânimes em apontar o impacto positivo de levar alunos que recém-ingressaram na faculdade para o ambiente do tribunal.
O professor Antônio de Azevedo Maia, coordenador da Martha Falcão, enfatizou o encantamento dos jovens. “Principalmente para quem está no primeiro período, essa experiência amplia drasticamente o leque de possibilidades dentro do Direito. Eles saem daqui fascinados”, pontuou.
A coordenadora do Ciesa, Marystella Romanini, relembrou que as gerações passadas não tinham esse acesso. “É uma oportunidade que nós não tivemos quando éramos acadêmicos. Ver de perto as funções dos diferentes órgãos do TJAM ainda no início da graduação é um ganho imenso”, afirmou.
A professora Jucinara Figueiredo, que também acompanhou o grupo, ressaltou o papel social da ação. “Atividades assim ajudam o aluno a visualizar sua futura atuação profissional voltada para o desenvolvimento da sociedade em que está inserido”.
Para quem está começando a dar os primeiros passos na faculdade, ver a engrenagem da Justiça funcionar de perto transforma a perspectiva de futuro.
Damares Cunha, acadêmica do Ciesa, classificou a experiência como enriquecedora para o currículo. “Foi maravilhoso assistir à atuação dos desembargadores, observar a apresentação dos processos pelos relatores e a condução dos trabalhos pelo presidente da sessão. Agradecemos muito a oportunidade”, disse.
Guilherme Costa, estudante do segundo período da Martha Falcão, destacou o valor de antecipar o contato com o mercado. “A iniciativa é excelente porque nos aproxima do meio onde vamos viver após a graduação. Conhecer a realidade da profissão desde cedo nos dá uma base muito mais sólida”, concluiu.
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