
Enquanto o petista direcionou parte de seu programa ao adversário, o senador concentrou críticas no governo de Lula (Foto: Ricardo Stuckert/PR e Charles Vieira/Campanha Flavio Bolsonaro)
A estreia do horário eleitoral gratuito no rádio foi marcada, neste sábado (29), pela troca de ataques entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), principais nomes com maior tempo de propaganda entre os candidatos à Presidência. Enquanto o petista direcionou parte de seu programa ao adversário, o senador concentrou críticas no governo de Lula e apresentou temas como segurança pública e inflação.
Lula teve 5 minutos e 32 segundos de propaganda. O programa foi apresentado em formato semelhante a um programa de rádio, com mediadores destacando ações do governo federal e propostas para um eventual novo mandato.
Entre os assuntos apresentados pela campanha petista estiveram o Pé-de-Meia, dados sobre emprego e a saída do Brasil do Mapa da Fome. Lula também defendeu a redução da jornada de trabalho e voltou a falar sobre o fim da escala 6×1.
A campanha do presidente reservou aproximadamente um minuto para atacar Flávio Bolsonaro. Durante o trecho, os apresentadores fizeram referência a uma suposta solicitação de R$ 61 milhões ao empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, e reproduziram um áudio atribuído ao senador.
Na gravação, Flávio aparece pedindo ao empresário uma posição sobre uma questão financeira. O conteúdo havia sido divulgado anteriormente pelo Intercept Brasil.
Flávio Bolsonaro teve 4 minutos e 20 segundos de propaganda e apresentou o programa sob o nome “Rádio 22”. O candidato utilizou o espaço para fazer críticas ao governo federal, principalmente nas áreas de segurança pública e economia.
O senador afirmou que o país enfrenta problemas relacionados à atuação de organizações criminosas, ao aumento do custo de vida e ao endividamento das famílias. Durante o programa, também buscou dialogar com o eleitorado feminino e mencionou a influência de sua mãe, esposa e filhas em sua formação.
A campanha de Flávio também estabeleceu uma comparação entre o que chamou de “Brasil do Lula” e o “Brasil real”, reforçando as críticas ao atual governo.
Além dos dois candidatos, Ronaldo Caiado (PSD) utilizou sua participação para destacar propostas relacionadas à segurança pública e fazer críticas à administração petista. Augusto Cury (Avante) concentrou seu programa na defesa do combate à polarização política.
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