03/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Mineradora rastreia 10 mil mudas com blockchain em projeto de restauração ambiental

Publicado em 03 de agosto, 2026

Mineradora rastreia 10 mil mudas com blockchain em projeto de restauração ambiental

A Kinross Brasil Mineração iniciou, em Paracatu (MG), um projeto piloto de rastreamento digital de 10 mil mudas nativas destinadas à recuperação de mais de 10 hectares de áreas em reabilitação ambiental. Desenvolvida em parceria com a startup brasileira Tree Earth, a iniciativa combina georreferenciamento de alta precisão, monitoramento por satélite e tecnologia blockchain para ampliar a rastreabilidade das ações de restauração.

Cada muda recebeu um registro digital individual associado às suas coordenadas geográficas. O sistema permite acompanhar a localização, o histórico de campo, a documentação técnica e a evolução da vegetação restaurada. Todas as informações serão reunidas em uma plataforma que integra imagens de satélite, registros geoespaciais e evidências produzidas durante a execução do projeto.

Transparência e certificação

Segundo a mineradora, o projeto fortalece a estrutura de Mensuração, Reporte e Verificação (MRV), metodologia utilizada para organizar e documentar informações de iniciativas ambientais. A proposta é aumentar a transparência dos dados, facilitar auditorias e criar uma base tecnológica para futuros processos de validação e certificação.

O diretor de Sustentabilidade da Kinross Brasil Mineração, Alessandro Nepomuceno, afirmou que a transformação digital amplia a credibilidade das ações de restauração ambiental.

Ele destacou que o desafio atual vai além do plantio de árvores, exigindo soluções capazes de integrar conservação ambiental, desenvolvimento social e inovação tecnológica.

Tecnologia acompanha cada etapa

Para o CEO da Tree Earth, Vicente Tino, o sistema cria um histórico digital para cada muda, reunindo localização, registros de campo, imagens de satélite e documentação técnica.

Segundo ele, a plataforma fortalece a gestão dos projetos de restauração, melhora a comprovação dos resultados ambientais e oferece suporte a futuras certificações.

Além do monitoramento das áreas recuperadas, a tecnologia consolida informações desde a produção das mudas até o acompanhamento da vegetação ao longo do tempo, simplificando inspeções técnicas e auditorias.

Viveiros comunitários

O projeto utiliza mudas produzidas pelo Programa de Viveiros Comunitários da Kinross, criado em 2017 em parceria com 20 famílias da comunidade de Santa Rita, em Paracatu.

Os viveiros produzem cerca de 10 mil mudas nativas do Cerrado por ano, incluindo espécies ameaçadas de extinção destinadas à recuperação de áreas mineradas. Além da contribuição ambiental, a iniciativa gera trabalho e renda para as famílias participantes.

A expectativa da empresa é transformar o projeto piloto em referência para a digitalização de programas de recuperação ambiental e reabilitação de áreas mineradas no Brasil.

Tags: Kinross, Tree Earth, blockchain, restauração ambiental, mineração, Cerrado, Paracatu, sustentabilidade, georreferenciamento, recuperação ambiental

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