
Serafim Corrêa defende Zona Franca como modelo que alia desenvolvimento e preservação da Amazônia
O vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa, reafirmou nesta sexta-feira (31), durante a 149ª Reunião Ordinária do Conselho Superior do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), a importância da Zona Franca de Manaus (ZFM) como instrumento de desenvolvimento econômico e conservação ambiental. O encontro reuniu lideranças do setor industrial, autoridades e especialistas para discutir os desafios da reforma tributária e seus impactos sobre o modelo econômico amazonense.
Ao defender a manutenção da competitividade da Zona Franca, Serafim destacou que a preservação de cerca de 97% da cobertura florestal do Amazonas está diretamente relacionada à opção por um modelo de desenvolvimento baseado na indústria, implantado com a criação da ZFM.
“O Amazonas preservou sua floresta porque fez uma escolha. Enquanto outros estados seguiram um modelo baseado no avanço da pecuária e da exploração madeireira, aqui optamos por um modelo de desenvolvimento que gera emprego, renda e, ao mesmo tempo, mantém a floresta em pé”, afirmou.
Durante o pronunciamento, o vice-governador ressaltou que a Zona Franca ultrapassa o papel de política de incentivos fiscais e representa uma estratégia de ocupação econômica capaz de conciliar crescimento e preservação ambiental.
“Essa é uma resposta concreta para quem questiona a importância da Zona Franca. Basta olhar o mapa da Amazônia para compreender os resultados desse modelo de desenvolvimento”, acrescentou.
A programação também contou com palestra da advogada tributarista, jurista e professora Mary Elbe Queiroz, que abordou os impactos da reforma tributária sobre a competitividade da Zona Franca de Manaus e lançou o livro A Recuperação Judicial e o Devedor Contumaz.
Na apresentação, a especialista defendeu a manutenção de um tratamento tributário diferenciado para a região e afirmou que os incentivos concedidos à Zona Franca representam um investimento estratégico para o país.
“A Zona Franca não representa um gasto tributário. Ela é um investimento econômico do país em uma região estratégica, que sem esse tratamento diferenciado não conseguiria atrair empresas, gerar empregos e produzir desenvolvimento”, disse.
Ao encerrar sua participação, Serafim Corrêa agradeceu o convite do Cieam e destacou a importância da articulação entre o poder público, o setor produtivo e especialistas para assegurar segurança jurídica ao ambiente de negócios e preservar a competitividade da indústria amazonense diante das mudanças promovidas pela reforma tributária.
Resumo: Em reunião do Conselho Superior do Cieam, o vice-governador Serafim Corrêa defendeu a Zona Franca de Manaus como modelo responsável por conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental. O encontro também debateu os impactos da reforma tributária sobre a competitividade da indústria instalada no Amazonas.
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