
Justiça revogou prisão domiciliar da suspeita, que é apontada como integrante de organização criminosa ligada ao tráfico de drogas. (Foto: Reprodução)gr
Meirilany Silva da Silva, de 21 anos, investigada por envolvimento na ação que terminou com a morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena, se apresentou à Polícia Civil na noite de segunda-feira (27), em Manaus. A suspeita teve a prisão preventiva cumprida após a Justiça revogar o benefício da prisão domiciliar concedido em razão da gravidez.
A apresentação ocorreu no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP). De acordo com a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Meirilany passará por audiência de custódia e, em seguida, será encaminhada ao Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF).
A decisão foi tomada pelo desembargador plantonista Flávio Humberto Pascarelli Lopes, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que acolheu recurso do Ministério Público do Amazonas (MPAM) e restabeleceu a prisão preventiva.
A investigada havia sido presa em flagrante durante a operação realizada na última sexta-feira (24). Na audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva, mas a Justiça autorizou que ela cumprisse a medida em prisão domiciliar por estar grávida.
Ao recorrer da decisão, o Ministério Público argumentou que, apesar da previsão legal para a substituição da prisão preventiva por domiciliar em casos de gestantes, o benefício pode ser negado diante da gravidade do caso e da suposta participação da investigada em organização criminosa.
Na decisão, o desembargador destacou que a conduta atribuída à suspeita demonstra elevado grau de violência e incompatibilidade com a manutenção da prisão domiciliar.
Segundo as investigações, Meirilany era responsável por armazenar e dar suporte logístico a cerca de uma tonelada de maconha e mais de 10 quilos de cocaína, além de integrar uma organização criminosa com atuação no tráfico de drogas em Manaus.
Até o momento, cinco pessoas foram presas por suspeita de integrar o grupo criminoso, entre elas um policial militar.
O investigador Luciano Carvalho de Sena foi baleado durante uma operação do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), na manhã de sexta-feira (24), na zona Oeste de Manaus.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que policiais abordam suspeitos nas proximidades de uma quadra de futebol. Durante a ação, houve troca de tiros e o investigador foi atingido. Ele chegou a ser socorrido ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Alvorada, mas não resistiu aos ferimentos.
Após o confronto, os suspeitos Rafael Pereira Freitas e Mayara da Silva e Silva fugiram em uma picape, abandonada posteriormente no bairro Alvorada 2. Dentro do veículo, os policiais encontraram quatro tabletes de drogas.
Mayara foi presa ainda na sexta-feira (24), em um condomínio no bairro Tarumã. Rafael foi localizado na madrugada de sábado (25), em uma comunidade de Itacoatiara. Segundo a Polícia Civil, ele reagiu à abordagem atirando contra os agentes e morreu durante o confronto.
As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa e esclarecer as circunstâncias da operação que resultou na morte do investigador.
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