
Levantamento indica que tarifaço anunciado pelo governo dos Estados Unidos deve ter impacto limitado sobre o Polo Industrial de Manaus. (Foto: Bruno Leão/Sedecti)
Dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) apontam que os Estados Unidos respondem por apenas 6,5% das exportações da Zona Franca de Manaus (ZFM). Como as vendas ao mercado externo representam somente 1,7% do faturamento total do modelo, a estimativa é de que menos de 0,11% da receita da ZFM esteja sujeita às novas tarifas anunciadas pelo governo norte-americano.
De acordo com a análise da secretaria, o impacto da medida tende a ser reduzido porque quase metade das exportações destinadas aos Estados Unidos é composta por motocicletas de competição produzidas sob encomenda, segmento que, em princípio, não seria alcançado pelas novas tarifas. Além disso, a maior parte da produção do Polo Industrial de Manaus (PIM) é destinada ao mercado interno brasileiro, o que diminui a exposição da indústria local às mudanças na política comercial dos EUA.
Até junho deste ano, o Amazonas exportou US$ 35,8 milhões para os Estados Unidos, que ocupam a quinta posição entre os principais destinos das vendas externas do estado. À frente aparecem Alemanha (US$ 130,4 milhões), China (US$ 69,6 milhões), Colômbia (US$ 58,8 milhões) e Argentina (US$ 52,8 milhões).
Entre os principais produtos exportados para o mercado norte-americano estão motocicletas, partes e acessórios de veículos automotores, fibras ópticas e feixes de fibras ópticas, óleos de petróleo ou minerais betuminosos, além de coco, castanha-do-brasil e castanha de caju.
A Sedecti também destaca que a balança comercial entre a Zona Franca de Manaus e os Estados Unidos é amplamente favorável aos norte-americanos. Até junho deste ano, as empresas instaladas no PIM importaram cerca de US$ 625 milhões em produtos dos EUA, volume aproximadamente 17 vezes superior ao valor exportado para aquele mercado.
Na avaliação da secretaria, esse cenário demonstra que os Estados Unidos mantêm um expressivo superávit comercial na relação com a Zona Franca de Manaus. Dessa forma, uma eventual escalada nas disputas comerciais tende a gerar impactos relativamente maiores para os norte-americanos, enquanto os efeitos sobre a economia amazonense devem permanecer limitados.
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