
Foto: Elinaldo Tavares
Josene Araújo
Especial para o Portal do Marcos Santos
Com o subtema “Parintins, Portal da Diversidade”, o Boi Garantido encerrou a segunda noite do 59º Festival de Parintins, neste sábado (27/06), levando à arena um espetáculo que celebrou a diversidade cultural, a ancestralidade e os laços que unem os povos da Amazônia.
A proposta central da apresentação foi reforçar a ideia de que todos são parentes, compartilhando histórias, saberes e a responsabilidade de proteger a floresta.
A abertura ficou por conta da Celebração Temática “Parintins, Portal da Diversidade”, criação do artista Mingo Cardoso. A alegoria exaltou a arte que pulsa na alma da Ilha Tupinambarana, reunindo histórias de mitos, ritos, lendas, lutas, determinação e resistência que moldam a identidade amazônica.

Foto: Elinaldo Tavares
A porta-estandarte Geveny Mendonça fez uma entrada marcante ao surgir da alegoria. Em seguida, a sinhazinha da Fazenda, Raira Lins, e o Boi Garantido desceram da estrutura para a evolução na arena, em um momento de grande interação com a galera vermelha e branca.
Um dos momentos mais aguardados da noite foi a entrada da cunhã-poranga Isabelle Nogueira, que surgiu na alegoria “Kamara”, assinada pelo artista Marlon Brandão. Inspirada na cosmologia do povo indígena Hixkaryana, que habita as regiões dos rios Nhamundá e Jatapu. Kamara, a onça ancestral, nasce do Yuxibu, o sopro primordial responsável pela criação do mundo, tornando-se guardiã dos ciclos da natureza e símbolo da força espiritual da floresta.

Foto: Elinaldo Tavares
Ao longo da apresentação, o Garantido reafirmou Parintins como um território de encontros, convivência e diversidade. O espetáculo mostrou como a arte está presente na vida da Ilha Tupinambarana, em suas histórias, tradições, rituais e manifestações culturais, consolidando a mensagem de “Parintins, Portal da Diversidade. Parintins de todos os parentes.”
Na Figura Típica Regional “Coletores da Amazônia – Povo Jamahi”, o boi destacou a sabedoria milenar dos povos e comunidades tradicionais, mostrando que é possível utilizar os recursos naturais de forma coletiva e sustentável, preservando a floresta para as futuras gerações. A alegoria foi assinada por Emerson Guerreiro e teve como destaque a Rainha do Folclore, Lívia Cristina.
Encerrando a apresentação, o Ritual Indígena “Cura dos Espíritos Guardiões” levou para a arena o pajé Paketa em uma grandiosa alegoria criada pelo artista Ozeas Bentes. O momento uniu espiritualidade, força cênica e simbolismo, fechando a segunda noite do Garantido com uma mensagem de proteção, equilíbrio e respeito aos povos originários e à Amazônia.

Foto: Elinaldo Tavares

Foto: Elinaldo Tavares

Foto: Elinaldo Tavares

Foto: Elinaldo Tavares

Foto: Elinaldo Tavares

Foto: Elinaldo Tavares

Foto: Elinaldo Tavares