
esquema teria movimentado cerca de R$ 5 milhões (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou que três dos presos em uma operação que investiga fraudes envolvendo o BRB (Banco Regional de Brasília) também são investigados por participação em esquemas de desvio de benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Ao todo, sete pessoas foram presas nesta terça-feira (23) durante a ação policial, que apura um esquema de descontos não autorizados em contracheques de aposentados e pensionistas, com prejuízo estimado em cerca de R$ 5 milhões.
Segundo a investigação, o grupo atuava por meio de contratos de débito automático firmados com o banco, permitindo a realização de cobranças mensais indevidas em benefícios previdenciários. As vítimas eram cobradas em valores aproximados de R$ 40.
A PCDF afirma que o modelo do golpe seria uma reprodução local de fraudes já registradas no INSS, envolvendo entidades associativas que realizavam os descontos sem autorização dos beneficiários.
O esquema estaria em funcionamento desde 2024. De acordo com os investigadores, quando questionados sobre a legalidade das autorizações, os suspeitos apresentavam documentos e transcrições de supostas gravações telefônicas que teriam sido falsificadas.
O delegado responsável pelo caso informou que alguns dos envolvidos já possuíam histórico de participação em crimes semelhantes. A investigação também aponta colaboração do Procon-DF, que iniciou o levantamento a partir de reclamações de consumidores e registros de boletins de ocorrência.
A Justiça determinou o bloqueio de bens móveis, imóveis e ativos financeiros dos investigados, incluindo criptomoedas.
Em nota, o BRB afirmou que comunicou as autoridades após identificar irregularidades internas e indícios de falhas de compliance. O banco informou ainda o afastamento de três funcionários e declarou colaborar com as investigações.
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