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Josene Araújo
Especial para o Portal do Marcos Santos
Enquanto milhares de pessoas lotam as arquibancadas para assistir ao espetáculo de Caprichoso e Garantido, existe uma legião de trabalhadores que faz o Festival de Parintins acontecer sem, muitas vezes, conseguir assistir a uma única apresentação.
Taxistas, vendedores ambulantes, atendentes de café, restaurantes e tantos outros profissionais que vivem intensamente o Festival de Parintins, mas de uma perspectiva diferente a dos bastidores.
São homens e mulheres que trocam as arquibancadas pelo trabalho, movimentam a economia da cidade e garantem que artistas, trabalhadores e torcedores tenham uma experiência inesquecível.
No coração da ilha, no centro histórico de Parintins, na Praça Eduardo Ribeiro, cerca de 40 trabalhadores do Café Grato Preto, mesmo sem entrar no Bumbodromo vibram com a festa. O olhar é outro: o da economia que gira fora da arena.
“A gente vê o festival como economia, trabalhamos os três dias revezando a equipe. Dá para ouvir uma toada de longe ou acompanhar pelas redes sociais como foi a apresentação”, conta a atendente de caixa Keliane Oliveira.

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O sucesso do Festival é percebido pelo movimento nas ruas, pelo fluxo de passageiros e pela certeza de que o trabalho desses dias ajuda a sustentar a família do taxista Juarez Branco de Souza.
“Não vou ao Bumbódromo, mas eu vejo aqui fora esse movimento que muda a rotina da cidade. Eu ganho minha grana, dá pra pagar as dívidas. Muita gente que vem para o Festival fica para a festa da santa”, conta o taxista.
Menderson Reis, 22, é vendedor ambulante e diferente dos jovens que disputam vagas nas filas para ter acesso às arquibancadas dos bumbás, ele vê no festival a oportunidade de renda.
Mesmo sem nunca ter entrado na arena, ele não se sente atraído pela grandiosidade do espetáculo. “Nunca vi os bois na arena, prefiro o lado de fora, ganho dinheiro, mas vejo como uma grande oportunidade para todos”, ressalta.

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Para quem vive os bastidores, o boi não é visto das arquibancadas, mas sentido no trabalho, nas toadas que ecoam pela cidade e na satisfação de fazer parte de um espetáculo que transforma Parintins e movimenta a vida de milhares de pessoas.
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