18/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Operação investiga ONG da produtora do filme sobre Bolsonaro

Publicado em 01 de junho, 2026

Petistas acionam TSE para tentar suspender filme sobre Bolsonaro durante período eleitoral

Ação Wi-Fi Livre é feita no Instituto Conhecer Brasil. (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil de São Paulo faz na manhã desta segunda-feira (1º) a Operação Wi-Fi Livre no Instituto Conhecer Brasil, organização não governamental (ONG) de propriedade de Karina Ferreira da Gama, da produtora Go UP, que produziu o filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A ONG é suspeita de fraude em contrato com a prefeitura de São Paulo para a instalação de uma rede de wi-fi gratuita em comunidades da cidade. O valor do contrato é de R$ 108 milhões. Há suspeitas na contratação e na execução dos serviços.

Segundo investigação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil, a organização teria de instalar 5 mil pontos públicos de acesso ao wi-fi nas periferias da capital paulista no prazo de 12 meses. De acordo com os dois órgãos, foram instalados até agora 3.200 pontos.

A ONG teria apresentado pelo menos R$ 16,5 milhões em notas fiscais consideradas irregulares à prefeitura para justificar as despesas do contrato.

O instituto de Karina é o principal alvo da operação, mas também são cumpridas diligências em outras empresas que teriam sido subcontratadas. A polícia fez ainda buscas na Secretaria Municipal para obter os contratos, as prestações de contas e os documentos relacionados ao termo de colaboração.

São cumpridos nesta manhã oito mandados de busca e apreensão para recolher documentos físicos e digitais, equipamentos eletrônicos, registros financeiros e outros materiais.

O senador Flávio Bolsonaro, que pediu R$ 61 milhões ao empresário Daniel Vorcaro para financiar o longa-metragem Dark Horse, se manifestou sobre a operação de hoje em São Paulo. Em evento no Rio de Janeiro, o político disse que “a operação não tem nada a ver com o filme”.

A prefeitura de São Paulo divulgou nota em que “repudia veementemente ilações de desvio de recursos públicos. O contrato com o Instituto Conhecer Brasil seguiu rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade”.

A prefeitura também informou que colabora com as investigações.

Agência Brasil

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