20/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

EUA, Irã e Paquistão apontam avanço em negociações para encerrar conflito

Publicado em 24 de maio, 2026

Discussões envolvem abertura do Estreito de Ormuz, suspensão de ataques e possível acordo diplomático entre os países (Foto: Reprodução)

Representantes do Irã, dos Estados Unidos e do Paquistão afirmaram neste sábado que houve avanço nas negociações para tentar encerrar quase três meses de guerra no Oriente Médio. As conversas contam com mediação paquistanesa e buscam construir um acordo amplo para reduzir as tensões na região.

Segundo autoridades iranianas, o foco atual está na finalização de um memorando de entendimento após reuniões entre integrantes do governo iraniano e o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir.

O Exército paquistanês classificou o andamento das tratativas como “encorajador”. Fontes envolvidas nas negociações afirmaram à Reuters que a proposta em discussão prevê três etapas: o encerramento formal da guerra, a resolução da crise no Estreito de Ormuz e a abertura de um período de 30 dias para negociações de um acordo mais amplo, com possibilidade de prorrogação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que discutirá a proposta mais recente apresentada pelo Irã com assessores e poderá decidir neste domingo sobre uma eventual retomada dos ataques contra o país.

De acordo com o portal Axios, Trump afirmou que espera alcançar um entendimento, mas voltou a adotar tom duro ao comentar a possibilidade de fracasso nas negociações.

As discussões ocorrem em meio à crise envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás natural. O bloqueio parcial da região tem provocado instabilidade no mercado internacional de energia.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que ainda existem obstáculos, mas reconheceu avanços nas conversas. Em visita à Índia, Rubio reiterou as exigências dos Estados Unidos, incluindo a garantia de que o Irã não desenvolva armas nucleares e a reabertura do estreito para navegação sem restrições.

O governo iraniano, por sua vez, voltou a negar que esteja buscando armas nucleares e defendeu o direito de enriquecer urânio para fins civis. Teerã também cobra o fim do bloqueio naval imposto pelos EUA e a retirada de sanções relacionadas à exportação de petróleo.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que ainda há pontos pendentes, mas avaliou que o cenário recente aponta para redução das tensões.

Durante as negociações, o chefe do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, declarou que o país continuará defendendo seus interesses “pela diplomacia e no campo de batalha”, além de alertar para consequências mais severas caso os Estados Unidos retomem ofensivas militares.

As negociações também ocorrem paralelamente ao agravamento da situação no Líbano, onde combatentes do Hezbollah seguem em confronto com forças israelenses no sul do país.

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