
Pesquisa desenvolvida pela Prefeitura e Unigrande aponta impactos das telas no sono, foco e rendimento esportivo. (Fotos: Kedson Silva – SEMJEL/SECOM)
Uma parceria entre a Prefeitura de Parintins, por meio da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel), e o Centro Universitário Unigrande resultou em um estudo inédito sobre os impactos do uso excessivo de celular no rendimento de jovens atletas do município.
A pesquisa foi desenvolvida por acadêmicos dos cursos de Biomedicina e Terapia Ocupacional dentro do projeto de extensão “Conexão Teen: Saúde Integral na Adolescência”. Os resultados foram apresentados nesta sexta-feira (22), na Arena Olímpica Rubem dos Santos, aos professores da Semjel.
O levantamento foi realizado durante a Seletiva do Polo III dos 47º Jogos Escolares do Amazonas (JEAs 2026), disputada em Parintins no mês de abril. A pesquisa teve como foco a equipe de handebol feminino infantil e juvenil da Escola Municipal Charles Garcia, reunindo 17 atletas com idades entre 12 e 17 anos.
A acadêmica de Biomedicina e professora de Educação Física da Semjel, Diandra Mota, destacou que o projeto mostra como o excesso de telas interfere diretamente na saúde física e mental dos adolescentes.
“A pesquisa teve um impacto muito positivo pra gente saber como anda a saúde mental dos nossos atletas, especialmente do handebol infantil e juvenil feminino que participaram dos Jogos Escolares do Pólo III, ao comando do professor Márcio Santos, quanto ao alerta do uso do celular, trazendo dados relevantes e até mesmo preocupantes por conta de que essa juventude está muito conectada no celular. Também trouxemos formas de como podemos trabalhar de maneira positiva o celular pra ajudar a auxiliar nossos atletas a ter uma vida mais saudável”, afirmou.
Segundo ela, a parceria também fortalece a formação dos acadêmicos e aproxima a ciência da realidade esportiva do município.
“Essa parceria com a Prefeitura também é importante porque esses acadêmicos daqui a pouco já vão estar formados e atuando, e essa experiência é boa pra gente conhecer desde cedo o nosso público parintinense, enriquecendo não só a universidade, mas o conhecimento dos nossos futuros profissionais, capacitando e levando conteúdos novos para os professores que trabalham com esses atletas”, ressaltou.
Os dados apresentados acenderam um sinal de alerta. De acordo com a pesquisa, 59% das atletas já estão em nível de atenção para uso disfuncional de telas, enquanto 35% apresentam alto risco de Burnout Digital, caracterizado pelo esgotamento mental causado pelo excesso de estímulos online. Apenas 6% conseguem manter equilíbrio considerado ideal no uso do celular.
Entre os sintomas relatados pelas atletas estão cansaço constante, irritação e dificuldade de concentração durante as competições.
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