
Suspeito mantinha relação conjugal forçada com a adolescente, que engravidou aos 12 anos na comunidade Bacuri, em Tapauá (AM). (Foto: Reprodução)
Um homem indígena de 50 anos, da etnia Apurinã, foi preso na última quarta-feira (20) suspeito de estupro de vulnerável, cárcere privado e abandono intelectual contra a própria neta, uma adolescente de apenas 12 anos. O caso ocorreu na comunidade indígena Bacuri, próxima ao município de Tapauá (a 449 quilômetros a sudoeste de Manaus).
De acordo com as investigações policiais, a adolescente é, na verdade, ‘filha-neta’ do suspeito. Ela nasceu após estupros sucessivos cometidos pelo homem contra a própria filha. Ainda segundo a polícia, o suspeito mantinha uma relação conjugal forçada com a adolescente. Em decorrência dos abusos, a jovem acabou engravidando do ‘pai-avô’.
O delegado Jailton Santos, responsável pelo caso, informou que a situação só chegou ao conhecimento das autoridades quando a adolescente já estava no sexto mês de gestação. A descoberta ocorreu após a insistência de uma equipe de saúde indígena, que tentava fazer o acompanhamento médico da jovem.
“Ao longo de anos ele estuprou a filha que hoje tem 33 anos. Com essa filha, ele teve uma menina. Essa menina vivia na comunidade, mas há cerca de dois anos, a avó da criança faleceu e ele isolou a criança da comunidade e passou a viver maritalmente com ela. Um ciclo de violência que se alongou por muitos anos. O suspeito escondia a menina tanto da equipe de saúde quanto dos próprios familiares”, afirmou o delegado.
Após o conhecimento do crime, as polícias Civil e Militar montaram uma operação para capturar o indivíduo. Inicialmente, ele conseguiu fugir do cerco policial, o que levou a Polícia Civil a solicitar a sua prisão preventiva, prontamente deferida pela Justiça. A criança e o bebê que já nasceu estão com familiares.
Após a expedição do mandado judicial, o homem retornou ao local onde residia na comunidade Bacuri. As equipes policiais, que permaneciam em monitoramento, conseguiram localizá-lo e efetuar a prisão. O suspeito agora permanece à disposição da Justiça e responderá pelos crimes de estupro de vulnerável, cárcere privado e abandono intelectual.
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