
Foto: Divulgação
Um homem de 33 anos foi preso após confessar à Polícia Civil do Amazonas que assassinou o próprio pai, um policial militar aposentado, em 2019. Gabriel Maciel revelou ainda o local onde o corpo foi ocultado: um terreno abandonado na rua Álvaro Pérez, bairro Nova Esperança, zona leste de Manaus. O objetivo do crime, segundo o depoimento do suspeito, era roubar as armas de fogo da vítima.
Neste sábado (16), equipes da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas realizam escavações no endereço indicado para localizar e exumar os restos mortais.
O caso teve início há sete anos como um desaparecimento. A companheira da vítima, que também é madrasta do acusado, desconfiou do envolvimento do enteado desde o início. Ela ajudou a criá-lo desde a infância, após a mãe biológica ter abandonado a família.
A mulher localizou Gabriel na região da Ponta Negra, onde ele vivia em situação de rua e trabalhava como guardador de veículos. Durante o encontro, ela pressionou o enteado. Por conta do vínculo afetivo que mantinha com a madrasta, o homem cedeu e confessou o crime. Os dois foram juntos até uma unidade policial, onde o depoimento foi formalizado.
Conforme a investigação da DEHS, Gabriel teria mostrado imagens das armas do pai para conhecidos na época do crime. Dois comparsas, interessados no armamento, convenceram o filho a planejar a morte do policial aposentado.
Após o homicídio, o corpo foi enrolado em uma rede e levado até um imóvel abandonado no Nova Esperança, área utilizada atualmente como depósito irregular de lixo. De acordo com o delegado que comanda o caso, o cadáver foi colocado em um buraco com a cabeça para baixo. Para evitar que o corpo fosse descoberto ou viesse à tona com a elevação do nível da água, os envolvidos jogaram pedras grandes e entulho sobre o local.
As buscas começaram no início da manhã. Os bombeiros escavaram inicialmente uma área retangular, conforme indicação do suspeito, mas não encontraram nada. Gabriel foi interrogado novamente e forneceu informações mais detalhadas: segundo ele, no fundo da área retangular havia um poço circular mais profundo.
O suspeito foi levado de volta ao terreno para apontar o ponto exato. Com as novas orientações, as equipes removeram os resíduos e drenaram parte da água acumulada, conseguindo visualizar a abertura do poço circular onde o corpo foi depositado.
A operação segue em andamento. Os bombeiros retiram manualmente as pedras que cobrem os restos mortais. A perícia técnica e o Instituto Médico Legal (IML) devem realizar a remoção oficial do corpo assim que o local estiver acessível. Gabriel Maciel permanece preso e responderá por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
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