22/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Projeto da Defensoria do Amazonas para povos indígenas recebe reconhecimento nacional

Publicado em 15 de maio, 2026
Projeto da Defensoria do Amazonas para povos indígenas recebe reconhecimento nacional

Iniciativa leva atendimento jurídico intercultural a comunidades tradicionais venceu categoria do Ministério da Justiça e Segurança Pública. (Foto: Divulgação)

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) conquistou o primeiro lugar na categoria “Justiça Socioambiental, Povos e Comunidades Tradicionais” do prêmio Defensoria em Todos os Cantos, promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O reconhecimento foi concedido ao projeto “Bem Viver: atendimento intercultural em territórios indígenas”, desenvolvido para ampliar o acesso à Justiça em comunidades indígenas e tradicionais do Amazonas.

A premiação nacional reconhece iniciativas inovadoras das Defensorias Públicas brasileiras voltadas à cidadania e à garantia de direitos para populações em situação de vulnerabilidade. A cerimônia de entrega ocorrerá na próxima terça-feira (19/5), em Brasília, reunindo os vencedores das sete categorias do prêmio.

Criado em 2022, o projeto surgiu após uma ação de atendimento jurídico na aldeia Maturacá, em São Gabriel da Cachoeira. A partir da experiência, a DPE-AM identificou a necessidade de integrar diferentes órgãos e serviços para garantir maior efetividade no atendimento às comunidades indígenas, reduzindo deslocamentos e facilitando o acesso à documentação e aos direitos básicos.

Segundo o defensor público-geral Rafael Barbosa, o prêmio reforça a importância do trabalho realizado em regiões de difícil acesso no Amazonas. “Essa conquista reconhece o esforço das equipes em levar atendimento jurídico humanizado às populações indígenas e ribeirinhas, muitas vezes distantes dos grandes centros urbanos”, destacou.

A coordenadora do Núcleo de Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais (Nudcit), defensora pública Daniele Fernandes, explicou que o projeto passou a adotar protocolos específicos para atuação nos territórios indígenas, incluindo autorização formal de ingresso, avaliação da necessidade de intérpretes e cuidados sanitários antes das ações.

Desde 2022, a iniciativa já realizou atendimentos em municípios como São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga, Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro, Maués, Lábrea, Atalaia do Norte e Borba, fortalecendo o acesso à Justiça para populações tradicionais em áreas remotas do Amazonas.

 

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