
Suspeito foi detido após investigação da Polícia Civil; caso foi denunciado pelo Conselho Tutelar e teve confirmação por exame pericial. (Foto: Reprodução)
A Polícia Civil do Amazonas, por meio da 49ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), efetuou a prisão em flagrante de um homem de 60 anos, acusado pelo crime de estupro de vulnerável. A ação ocorreu no bairro São Sebastião, no município de Amaturá, após uma denúncia imediata mobilizar a rede de proteção à infância da região.
O caso, que serve de alerta para a importância da vigilância familiar, foi descoberto graças à atenção dos parentes e ao relato do irmão da vítima, um menino de apenas 5 anos, que presenciou o ato.
Segundo as informações detalhadas pelo delegado Felipe Carvalho, titular da 49ª DIP, o crime teria ocorrido na residência da avó da vítima. O suspeito, que era vizinho e considerado um amigo próximo da família, aproveitou-se da proximidade para cometer os abusos.
Ao notar o comportamento e identificar lesões físicas na menina de 7 anos durante o banho, a avó confirmou as suspeitas levantadas pelo relato do neto mais novo. O Conselho Tutelar do município foi imediatamente acionado e encaminhou o caso à Polícia Civil.
“A criança foi submetida à escuta especializada — procedimento técnico que visa preservar o bem-estar psicológico do menor — e relatou com detalhes a abordagem do suspeito. Posteriormente, o exame de conjunção carnal confirmou as lesões na vítima”, explicou o delegado responsável pelo caso.
O suspeito foi localizado e detido em sua própria residência. Ele foi conduzido à unidade policial, onde passou pelos procedimentos cabíveis e permanecerá à disposição da Justiça, respondendo pelo crime de estupro de vulnerável, cuja pena é rigorosa devido à condição de total vulnerabilidade da vítima.
Especialistas e autoridades reforçam que a atuação rápida da família e do Conselho Tutelar foi determinante para evitar a continuidade dos abusos e garantir a segurança da menor.
Sinais de Alerta para Pais e Responsáveis
Mudanças abruptas de comportamento (isolamento ou agressividade)
Medo ou recusa em ficar perto de determinados adultos
Queixas de dores físicas ou marcas roxas pelo corpo
Ouça a criança sem julgamentos ou pressões.<br>
Não confronte o suspeito diretamente para evitar fugas ou retaliações
Acione imediatamente o Conselho Tutelar ou procure a delegacia mais próxima