20/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Circo Caboclo fortalece arte circense na Amazônia

Publicado em 15 de maio, 2026

Circo Caboclo fortalece arte circense na Amazônia

Projeto “Viveiro Acrobático” percorreu dez cidades do Norte com oficinas e apresentações gratuitas. (Foto: Divulgação)

A companhia amazonense Circo Caboclo encerrou a circulação regional do projeto “Viveiro Acrobático”, iniciativa que levou gratuitamente experiências de circo contemporâneo a diferentes cidades da região Norte do país. O projeto passou por municípios do Amazonas, Acre, Pará, Roraima e Tocantins, reunindo oficinas e apresentações que misturam acrobacia, dança, teatro e música.

A circulação incluiu atividades em Manaus, Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru e Presidente Figueiredo, no Amazonas; Rio Branco, no Acre; Belém e Santarém, no Pará; Boa Vista, em Roraima; e Taquaruçu, distrito de Palmas, no Tocantins.

Idealizador do projeto, o artista, educador e produtor cultural Jean Winder explicou que a primeira etapa ocorreu entre setembro e outubro do ano passado em escolas públicas do Amazonas. Já a segunda fase, realizada neste ano, ampliou o alcance para espaços culturais e públicos em diferentes cidades amazônicas.

“Essa segunda fase permitiu uma troca completamente enriquecedora, garantindo uma ponte entre cidades amazônicas e artistas do Norte do país. Conseguimos conhecer profissionais da área e compartilhar experiências sobre as nossas realidades e os desafios enfrentados por quem produz arte fora dos grandes centros. Dentro desse panorama, percebemos ainda mais a importância das políticas públicas para fazer com que nossas produções possam existir e circular”, destacou.

Oficinas e intercâmbio cultural

O projeto foi contemplado pelo edital da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), executado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e do Conselho Estadual de Cultura, com recursos do Ministério da Cultura.

A programação reuniu oficinas de manipulação de objetos com bambolês, acrobacias de solo, tecido acrobático e apresentações do espetáculo “Viveiro Acrobático”.

Jean Winder, formado pela Escola Nacional de Circo do Rio de Janeiro e pela Universidad Nacional de San Martín, na Argentina, afirmou que a circulação fortaleceu não apenas a companhia, mas também a produção circense amazônica.

“Saímos fortalecidos dessa temporada, com a sensação de pertencimento e de reconhecimento da nossa própria presença dentro desse território amazônico. Foi uma experiência que reafirmou a importância de ocuparmos espaços que também pertencem aos artistas do Norte”, afirmou.

Rede de artistas amazônicos

Além de Jean Winder, o elenco contou com Paloma Blandina e Laísa Fonseca. A equipe técnica reuniu profissionais de diferentes estados da Amazônia, fortalecendo a integração cultural regional.

Segundo o fundador da companhia, o projeto consolidou uma rede de encontros entre artistas, públicos e territórios amazônicos.

“Ao atravessar diferentes cidades da Amazônia brasileira, o ‘Viveiro Acrobático’ consolidou uma rede de encontros entre artistas, públicos e territórios, reafirmando o circo contemporâneo amazônico como potência criativa, estética e cultural no cenário nacional”, concluiu.

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