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O Grupo Nova Era, hoje a maior rede supermercadista do Amazonas e uma das maiores da região Norte, nasceu longe de Manaus. A trajetória empresarial que transformou a empresa em um gigante do varejo amazônico começou em Ji-Paraná, em Rondônia, ainda em 1981, e foi contada em reportagem publicada pela revista Exame, assinada pelo repórter de negócios Daniel Giussani.
A matéria mostra como a empresa criada pelo empresário português Manuel Cardoso Neto atravessou décadas de mudanças econômicas, crises e transformações logísticas até alcançar faturamento de R$ 3,2 bilhões e consolidar-se como a única rede amazonense presente entre as maiores supermercadistas do Brasil.
Segundo a reportagem da Exame, a história começou quando Manuel deixou Ribeirão Preto, no interior paulista, e foi para Rondônia em busca de oportunidades abertas pela expansão econômica da Amazônia nos anos 1980.
Em Ji-Paraná, fundou o Mercantil Nova Era. A mudança para Manaus veio em 1998, numa decisão considerada estratégica para ampliar mercado e aproveitar o crescimento urbano da capital amazonense.
A aposta se mostrou correta. Em pouco mais de duas décadas, o grupo expandiu operações, abriu supermercados, atacarejos e centros de distribuição e passou a disputar mercado diretamente com grandes redes nacionais.
Hoje, o Nova Era possui dezenas de unidades espalhadas pelo Amazonas e emprega milhares de trabalhadores. A empresa tornou-se uma referência regional justamente por conseguir adaptar o varejo às particularidades logísticas amazônicas, um dos maiores desafios para qualquer operação comercial na região.
A reportagem da Exame destaca que o grupo cresceu apostando em uma combinação de expansão gradual, conhecimento da realidade local e forte capacidade de adaptação às dificuldades de transporte na Amazônia.
Outro ponto ressaltado pela publicação é que o Nova Era soube transformar as distâncias e os custos logísticos, normalmente vistos como obstáculos, em diferencial competitivo. O domínio das rotas de abastecimento e da dinâmica regional ajudou a empresa a consolidar liderança no mercado amazonense.
Além da expansão física, a rede também ampliou presença em formatos considerados estratégicos no varejo moderno, principalmente o atacarejo, segmento que vem puxando o crescimento do setor em todo o país.
A trajetória do grupo coincide com a própria transformação econômica de Manaus nas últimas décadas. A cidade deixou de ser apenas um polo industrial da Zona Franca e passou a desenvolver um mercado consumidor cada vez mais robusto, capaz de sustentar grandes operações comerciais.
A ascensão do Nova Era também ajuda a desmontar uma percepção recorrente no eixo Sul-Sudeste de que empresas amazônicas têm dificuldade para alcançar escala nacional. O grupo amazonense mostra exatamente o contrário: que é possível construir grandes negócios mesmo diante dos desafios estruturais da região.
A matéria original da revista Exame pode ser lida no endereço:
https://exame.com/negocios/ele-saiu-de-ribeirao-preto-foi-parar-em-rondonia-e-criou-um-supermercado-de-r-32-bi-no-amazonas/
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