
Formatura em Medicina reforça compromisso com humanização, ética e acesso à saúde
A cerimônia de formatura de novos médicos foi marcada por discursos que reforçaram o papel social da profissão, destacando a importância da ética, da humanização e do compromisso com o acesso universal à saúde.
Durante a solenidade, o vice-reitor, professor Geone Maia Corrêa, ressaltou que a atuação médica deve ir além da técnica, colocando o cuidado com as pessoas no centro da prática profissional.
“A saúde não é mercadoria; é um direito. Que vocês trabalhem para democratizar o acesso à vida e fortalecer o SUS. Que o amor pela humanidade e pela arte médica guie seus passos, e que a empatia seja o protocolo mais importante que vocês aplicarão”, afirmou.
O professor também destacou a necessidade de uma medicina comprometida com a equidade social. “A prática médica sem humanismo é apenas técnica. Lutem por uma Medicina popular, antirracista e acessível a todos. Que o privilégio da formação em uma universidade pública se transforme em compromisso social. ‘Nenhuma vida a menos’”, completou.
Já o diretor da Faculdade de Medicina, professor Edson de Oliveira Andrade, enfatizou a importância da formação contínua e da humildade na carreira médica. Segundo ele, o aprendizado não se encerra com a graduação.
“O ‘bom médico’ será sempre um aprendiz. Não existe médico ‘formado’. O médico que se considera totalmente formado é um perigo. Ser médico é um processo que levamos para o resto da vida”, destacou.
Ele também pontuou que, além da competência técnica, a formação buscou desenvolver o discernimento humano dos estudantes. “Esta escola se esforçou bastante para oferecer competência técnica e, acima de tudo, discernimento humano. Acredito que serão bons médicos”, afirmou.
A cerimônia reforçou, assim, a formação de profissionais preparados não apenas para atuar na área da saúde, mas também para contribuir com uma sociedade mais justa, inclusiva e comprometida com a vida.
