
População de mais baixa renda ocupou mais de 300 mil vagas formais do saldo do Caged. (Foto: Reprodução)
O mercado de trabalho formal brasileiro manteve crescimento no primeiro bimestre de 2026, com saldo positivo de 370.339 empregos, segundo o Caged. Desse total, 300.728 vagas (81,2%) foram ocupadas por pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), principal instrumento de acesso a programas sociais.
Os dados resultam do cruzamento entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) e o Caged. Segundo o ministro Wellington Dias, a tendência se repete nos últimos dois anos, com queda no desemprego e maior participação do público do CadÚnico nas vagas formais.
No período, o país registrou 4.620.228 admissões e 4.249.889 desligamentos. Entre beneficiários do Bolsa Família, o saldo foi de 207.900 empregos — 56,1% do total e 69,1% dentro do CadÚnico.
No recorte do CadÚnico, mulheres representaram 50,2% do saldo de empregos, acima do índice geral (47,2%). Pessoas pardas concentraram 57,9% das vagas (174,1 mil). Já quem tem ensino médio completo ocupou 68,3% dos postos (206,4 mil).
Cinco estados concentraram 71,6% das vagas: São Paulo (111.611), Rio Grande do Sul (42.301), Santa Catarina (41.528), Paraná (39.518) e Minas Gerais (30.318). Entre inscritos no CadÚnico, esses estados responderam por 58,4%, com destaque para São Paulo (26,7%).
O setor de serviços liderou a geração de empregos (156,58 mil), seguido por indústria (60,26 mil), construção (38,17 mil), comércio (27,33 mil) e agropecuária (18,38 mil). Jovens de 18 a 24 anos foram maioria, com 186,88 mil vagas no total (50,5%) e 125,77 mil dentro do CadÚnico (41,8%).
Agência Gov
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