10/SET 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Justiça torna réu piloto acusado de naufrágio com três mortes no Encontro das Águas

Publicado em 24 de abril, 2026

Operação de resgate é intensificada após naufrágio de embarcação no Encontro das Águas

Foto: Divulgação

A Justiça do Amazonas aceitou, nesta sexta-feira (24), a denúncia do Ministério Público do Estado (MPAM) contra o piloto de embarcação Pedro José da Silva Gama, acusado de envolvimento no naufrágio que resultou na morte de três pessoas no Encontro das Águas, em Manaus. Com a decisão, ele passa a responder como réu por homicídio qualificado.

O caso ocorreu no dia 13 de fevereiro deste ano, envolvendo a lancha “Lima de Abreu XV”. O acidente provocou a morte de duas mulheres e um homem, além de deixar pessoas desaparecidas. Mais de dois meses após a ocorrência, as buscas pelas vítimas continuam.

A denúncia foi recebida pelo juiz Fábio Lopes Alfaia, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. Segundo a decisão, há indícios suficientes de autoria e materialidade que justificam o andamento da ação penal.

Acidente

De acordo com as investigações, a lancha saiu do Porto da Manaus Moderna por volta das 12h30 com destino ao município de Nova Olinda do Norte. Testemunhas relataram que o piloto conduzia a embarcação em alta velocidade e chegou a disputar corrida com outra lancha durante o trajeto.

Ainda conforme os relatos, passageiros pediram para que a velocidade fosse reduzida, mas os apelos não teriam sido atendidos.

Ao chegar à região do Encontro das Águas, a embarcação enfrentou uma sequência de ondas, o que resultou na entrada de grande volume de água e causou pânico entre os ocupantes. O naufrágio aconteceu em poucos minutos.

Segundo o Ministério Público, a situação foi agravada pela quantidade insuficiente de coletes salva-vidas disponíveis na embarcação.

Acusação e buscas

O MPAM aponta que o piloto teria assumido o risco de provocar o acidente, caracterizando dolo eventual. A denúncia enquadra o réu por homicídio com qualificadoras como motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Pedro José da Silva Gama está preso desde o dia 16 de março, quando se apresentou às autoridades para cumprimento de mandado de prisão.

As buscas pelos desaparecidos continuam sob responsabilidade do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). Desde o dia 20 de março, as operações passaram a ocorrer de forma intermitente, sendo realizadas duas vezes por semana.

As equipes utilizam embarcações, drones e equipamentos de sonar para varredura do leito do rio. Familiares das vítimas seguem sendo informados sobre o andamento das operações.

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